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FoodPrintz Cafe: Para vegans e não só

Comer e beber

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Na descrição desta ementa não vai encontrar nenhum alimento de origem animal. O FoodPrintz, em Lisboa, não é um restaurante, é mais um café, aberto todo o dia, com aulas de ioga e onde se aprende, também, os benefícios da comida

A alemã Lisa Dickmann e a holandesa Karo Tak reencontraram-se em Lisboa e abriram o FoodPrintz

A alemã Lisa Dickmann e a holandesa Karo Tak reencontraram-se em Lisboa e abriram o FoodPrintz

Mário João

“Ainda tem o prato do dia?”, ouvimos perguntar, já sentados à mesa e às voltas com a ementa. Com o frio que está lá fora, bem que saberia o Dutch Hutspot (puré de batata, cenoura, cebolas e especiarias, muito popular na Holanda, lê-se na descrição) ou o assado de feijão que leva nome de Indian Rajma. Mas como resistir à The Red Sea, uma sopa de tomate verdadeiro, a prometer ser diferente do habitual e com nome de uma “grande” banda da Austrália? A massa (sem glúten) com pesto de espinafres calhava, por isso, melhor e, com sorte, ainda lhe tivemos direito.

O FoodPrintz Cafe abriu, discreto, na Rua Rodrigo da Fonseca, no quarteirão abaixo do hotel Ritz, e, neste mês e meio, já conquistou clientela fixa. A servir às mesas, que se partilham, está a proprietária, Lisa. E na cozinha, aberta para a sala, Karo e Miguel. Ora como é que uma alemã, uma holandesa e um português acabam em Lisboa a abrir um café vegan? Simplifique-se, dizendo que o mundo dá muitas voltas e que os três, depois de uma amizade feita em Sydney, voltaram a encontrar-se em Lisboa. Lisa veio de visita, encantou-se pela cidade, pelos tremoços e pelo pão de milho.

São todos vegans (Karo é cozinheira com livro publicado), mas, como cá não há muita oferta – e cada vez mais pessoas à procura de alternativas saudáveis, constatou Lisa –, abalançaram-se. Uma loja de roupa, fechada há muito, veio mesmo a calhar porque, além da sala com uma grande vidraça que a enche de luz, tinha espaço (na cave) para as aulas de ioga e também de meditação (em breve hão-de fazer-se workshops de comida vegan).

Como está aberto logo pela manhã, o FoodPrintz é também sítio para tomar o pequeno-almoço (ou um brunch) – papas de aveia com canela, limão e coco (€3), taça de banana com espinafres frescos, spirulina e sementes de chia (€6), panquecas de trigo-sarraceno feitas em óleo de coco (€4) ou tosta de ricota e abacate (€2,50). Pelo meio-dia, a cozinha está pronta a servir o almoço – sopa e prato custa €10, com sobremesa €12 (o gelado caseiro de banana com pepitas de chocolate vale a diferença). Feitos na hora são os sumos (€3), com frutas e legumes, e, durante todo o dia, servem-se snacks – pão caseiro com húmus e ricota (€4) ou uma tábua de queijos vegan (€6), por exemplo.

A ementa do FoodPrintz é mensal, ao ritmo do que a terra dá na Courelas do Monte, uma quinta de produção biológica perto de Évora, e com produtos de que se lhe conhece a origem. Lisa diz que não queria um restaurante, “queria um sítio assim, aberto todo o dia”. E por “assim”, quer ela dizer, muito “zen” e aonde apetece voltar.

Queijos vegan sem glúten nem lactose

Queijos vegan sem glúten nem lactose

Mário João

Além de cozinheira e professora de ioga jivamukti, Karo criou uma linha de queijos vegan (Gopal Vegan Cheese), sem glúten nem lactose. São feitos à base de cajus, só com produtos orgânicos, existindo três variedades duras e duas de pasta mole, para barrar. Vendem-se também à unidade, para levar para casa.

FoodPrintz Cafe > R. Rodrigo da Fonseca, 82A, Lisboa > T. 21 581 7577 > ter-sex 9h-19h, sáb-dom 10h-18h