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Azeite, fruto de Moura

Visão Se7e

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"Uma experiência que deu um bom resultado" com 0,1% de acidez

Vamos recuar aos anos 40 do século XX, quando no Monte Manantiz, a 10 km de Moura, se produzia azeite. Setenta anos depois o "nosso" editor fotográfico, Gonçalo Rosa da Silva, 45 anos, que já vendia azeitona para a Cooperativa Agrícola de Moura/Barrancos pôs mãos à obra e recuperou a fórmula como o olival da família estava plantado. Angélica, azeite virgem extra, é o resultado de uma experiência e uma homenagem à avó a quem deve "o gosto pelo campo e pelas tradições do Alentejo".

Na garrafa juntam-se três variedades de azeitona: a galega, a cordovil e a verdeal, as D.O.P. (denominação de origem protegida) da região de Moura. Uma das mais-valias deste azeite reside na mistura ser feita no terreno, "as árvores estão plantadas na percentagem certa, sendo a mistura feita na moagem", explica Gonçalo. O processo desde a apanha da azeitona até à moagem no lagar demora apenas três horas. A acidez (0,1%) deve-se à qualidade do fruto e no sabor sente-se o toque frutado, ligeiramente picante e amargo (duas características positivas do azeite). "É a variedade galega que dá o doce, e a cordovil e a verdeal que dão o picante e o amargo", descreve o fotógrafo. No prato, combina bem com peixes e massas.

Por enquanto só se pode comprar no Clube del Gourmet do El Corte Inglés, em Lisboa (€13,95, 50cl). Mas ficamos à espera de uma próxima experiência.