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A nova loja de surf da Ericeira é outra onda

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Na Magic Quiver, nova loja na Ericeira, há uma forma diferente de viver o surf

Decidimos partir do lado do Monsanto. O carro ficou estacionado no parque perto do Bairro da Serafina. Este é uma das portas de entrada do Parque Florestal do Monsanto, onde se iniciam diversos caminhos pedonais e cicláveis em direção à mata. Um, dois, três, aqui vamos nós!
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Decidimos partir do lado do Monsanto. O carro ficou estacionado no parque perto do Bairro da Serafina. Este é uma das portas de entrada do Parque Florestal do Monsanto, onde se iniciam diversos caminhos pedonais e cicláveis em direção à mata. Um, dois, três, aqui vamos nós!

Passamos o viaduto sobre as linhas de comboio que fazem a ligação entre Lisboa e Sintra, e a outra margem, através da ponte sobre o Tejo. Ao fundo, as torres das Amoreiras espreitam na linha do horizonte.
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Passamos o viaduto sobre as linhas de comboio que fazem a ligação entre Lisboa e Sintra, e a outra margem, através da ponte sobre o Tejo. Ao fundo, as torres das Amoreiras espreitam na linha do horizonte.

Máquinas e homens a trabalhar. A reconversão da Quinta do Zé Pinto num parque urbano está em marcha: construção de um parque infantil, um circuito pedonal, uma zona de produção agrícola e um núcleo pedagógico. E ainda a criação de bacias de infiltração e retenção de água, que têm como objetivo ajudar a salvaguardar Alcântara das cheias.
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Máquinas e homens a trabalhar. A reconversão da Quinta do Zé Pinto num parque urbano está em marcha: construção de um parque infantil, um circuito pedonal, uma zona de produção agrícola e um núcleo pedagógico. E ainda a criação de bacias de infiltração e retenção de água, que têm como objetivo ajudar a salvaguardar Alcântara das cheias.

A ciclovia segue junto às obras, sendo depois interrompida pela Rua de Campolide. Por isso o caminho faz-se pela passadeira.
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A ciclovia segue junto às obras, sendo depois interrompida pela Rua de Campolide. Por isso o caminho faz-se pela passadeira.

Uma pequena subida leva-nos até aos Jardins de Campolide. Em março passado, por ocasião dos 50 anos da Amnistia Internacional e dos 30 anos da Amnistia Internacional Portugal, a Câmara de Lisboa deu-lhe novo nome. Na horta urbana, constituída por 11 talhões, crescem, à primeira vista, couves, alfaces, hortelã, cebola de inverno e malaguetas.
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Uma pequena subida leva-nos até aos Jardins de Campolide. Em março passado, por ocasião dos 50 anos da Amnistia Internacional e dos 30 anos da Amnistia Internacional Portugal, a Câmara de Lisboa deu-lhe novo nome. Na horta urbana, constituída por 11 talhões, crescem, à primeira vista, couves, alfaces, hortelã, cebola de inverno e malaguetas.

Uma aranha gigante serve de brincadeira para crianças.
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Uma aranha gigante serve de brincadeira para crianças.

No Quiosque d'Avó, João Braz serve sopa do dia, pregos, bifanas, hambúrgueres, tostas, etc. Espera que as notícias sobre o Corredor Verde tragam mais gente. «Outro dia apareceram aqui dois senhores que moram há 40 anos na rua do Instituto de Oncologia e não conheciam o espaço. É preciso colocar uma placa a indicar o jardim», apela.
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No Quiosque d'Avó, João Braz serve sopa do dia, pregos, bifanas, hambúrgueres, tostas, etc. Espera que as notícias sobre o Corredor Verde tragam mais gente. «Outro dia apareceram aqui dois senhores que moram há 40 anos na rua do Instituto de Oncologia e não conheciam o espaço. É preciso colocar uma placa a indicar o jardim», apela.

Medronheiros, folhados, alfarrobeiras e oliveiras compõem o espaço verde. O caminho de bicicleta faz-se pela direita, onde foi instalado um circuito de manutenção ao ar livre.
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Medronheiros, folhados, alfarrobeiras e oliveiras compõem o espaço verde. O caminho de bicicleta faz-se pela direita, onde foi instalado um circuito de manutenção ao ar livre.

Medronheiros, folhados, alfarrobeiras e oliveiras compõem o espaço verde. O caminho de bicicleta faz-se pela direita, onde foi instalado um circuito de manutenção ao ar livre.
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Medronheiros, folhados, alfarrobeiras e oliveiras compõem o espaço verde. O caminho de bicicleta faz-se pela direita, onde foi instalado um circuito de manutenção ao ar livre.

Medronheiros, folhados, alfarrobeiras e oliveiras compõem o espaço verde. O caminho de bicicleta faz-se pela direita, onde foi instalado um circuito de manutenção ao ar livre.
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Medronheiros, folhados, alfarrobeiras e oliveiras compõem o espaço verde. O caminho de bicicleta faz-se pela direita, onde foi instalado um circuito de manutenção ao ar livre.

Medronheiros, folhados, alfarrobeiras e oliveiras compõem o espaço verde. O caminho de bicicleta faz-se pela direita, onde foi instalado um circuito de manutenção ao ar livre.
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Medronheiros, folhados, alfarrobeiras e oliveiras compõem o espaço verde. O caminho de bicicleta faz-se pela direita, onde foi instalado um circuito de manutenção ao ar livre.

Medronheiros, folhados, alfarrobeiras e oliveiras compõem o espaço verde. O caminho de bicicleta faz-se pela direita, onde foi instalado um circuito de manutenção ao ar livre.
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Medronheiros, folhados, alfarrobeiras e oliveiras compõem o espaço verde. O caminho de bicicleta faz-se pela direita, onde foi instalado um circuito de manutenção ao ar livre.

A Magic Quiver, na Ericeira, nada tem a ver com as lojas de surf habituais. Esqueçam-se, portanto, as marcas que patrocinam os surfistas profissionais, os grandes logótipos na roupa e as cores garridas.

"Aqui vive-se a verdadeira cultura do surf, num tempo em que se apanhavam ondas por pura diversão", esclarece Rui Ribeiro, o proprietário, ao explicar o conceito da sua loja. "Eu não vendo pranchas convencionais, vendo pranchas alternativas, clássicas, que vão buscar linhas ao passado (anos 60 e 70), mas adequadas aos dias de hoje".

Resumindo, são pranchas de maior volume, que permitem ao surfista remar com mais facilidade e apanhar mais ondas. "Para o surfista do dia a dia, isso traduz-se em muito mais diversão", adianta Rui, ao mostrar algumas das shapes (isto é, formas) que tem disponíveis. São diferentes das pranchas mais vulgares, pois, enquanto estas foram pensadas para performances elevadas, em que o surfista necessita de ter uma técnica apurada e de estar em forma para poder movimentar a prancha de uma forma rápida, as pranchas clássicas permitem "surfar a onda e não a prancha, de uma forma bem mais fácil e divertida".

A Magic Quiver começou como site de venda de pranchas de surf importadas da Califórnia. No verão de 2007, Rui queria comprar uma fish (o nome da prancha deriva do formato da parte de trás), fabricada pelo californiano Rich Pavel. Enviou e-mails, durante semanas, mas obtinha sempre a mesma resposta: "Não estou a aceitar encomendas para o próximo ano. Volte a contactar daqui a 18 meses." Resolveu, então, enviar um fax, escrito à mão, e saiu-lhe a sorte grande. Em San Diego, Rich Pavel estava a entrar na loja e reparou no fax a chegar. Minutos depois, Rui recebeu uma chamada do próprio.

Entre concretizar o sonho de ter uma fish e aquilo que era viável, havia uma grande distância. A começar pelo preço (a prancha era cara e os portes proibitivos), e a acabar nos meses de espera. Pavel reencaminhou o pedido para uma fábrica com que trabalhava e Rui acabou por ter a sua prancha, ficando com a representação da marca para a Europa. "Vi aqui uma oportunidade de negócio, mas continuava a ter um problema: os elevados custos de importação."

Em vez de mandar vir as pranchas dos EUA e da Austrália, "importou " os shapers e aquelas passaram a ser produzidas em França e na fábrica portuguesa WaveGliders. Em 2010, aproveitando um processo de rescisão amigável, na empresa onde trabalhava, largou o seu emprego, "bem pago", como técnico de comunicações numa estação de televisão e investir tudo na sua loja, como diz, "no sítio mais importante do surf em Portugal e onde estão as melhores ondas". Na Magic Quiver não há montras para a rua. A ideia é entrar, conversar e ficar a conhecer esta forma diferente de viver o surf.

MAGIC QUIVER R. Mendes Leal, 24 Ericeira T. 91 993 6850 Ter-dom 10h-19h (inverno), 10h-24h (verão) www.magicquiver.com