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À noite, no S. Carlos

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Por alguns dias, o Largo do S. Carlos vai transformar-se numa das maiores salas de Lisboa. E ao ar livre. O Festival ao Largo marcará, a partir deste ano, o Verão no Chiado durante 24 dias, ali se realizam 18 espectáculos de música, teatro e dança. Para toda a gente e de entrada gratuita

O Verão está aí e com ele chega, também, a primeira edição do Festival ao Largo. Todas as noites, a partir de amanhã, dia 26 de Junho, e até dia 19 de Julho, o Largo de São Carlos está pronto para receber os mil espectadores por noite que queiram assistir aos 18 espectáculos programados. E estão todos convidados turistas, simples transeuntes, fãs das artes cénicas e de bons espectáculos. A iniciativa é de entrada livre e pretende, acima de tudo, promover a cultura e oferecer uma noite de Verão diferente aos lisboetas.

Esta primeira edição do Festival ao Largo nasce na sequência de várias iniciativas musicais realizadas no Largo de São Carlos, que tem o magnífico Teatro Nacional de São Carlos como cenário, e cuja adesão do público levou a que o OPART levasse a cabo este projecto.

O OPART, a entidade pública empresarial que gere o Teatro Nacional de São Carlos e a Companhia Nacional de Bailado, integra, ainda, a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Aliás, são estes corpos artísticos as peças-chave da programação do festival que em conjunto com outros agrupamentos (como a Academia de Amadores de Música, a Escola de Música do Conservatório Nacional, o Grupo de Bailados Canora Turba ou a Orquestra Sinfónica Juvenil), nos oferecerão música, teatro e dança ao ar livre durante 24 noites.

Nos 18 espectáculos agendados há muito para ver e ouvir, momentos únicos e de grande qualidade: os maestros Christopher Bochmann e Michael Jurowski, a pianista Bárbara Dória, a meio-soprano Larissa Savchenko e a actriz Beatriz Batarda são alguns dos artistas que já confirmaram a sua presença. Marque já também a sua, sempre às 22 horas, no Largo de São Carlos,em Lisboa.

 

BAILADO UM PÉ DE DANÇA

Os espectáculos de bailado iniciam-se na segunda semana de Julho. São cinco dias, com cinco apresentações pela Companhia Nacional de Bailado, uma das instituições mais importantes na área da dança em Portugal, que conta já com 32 anos de existência.

As duas coreografias apresentadas, Concerto e Cantata, fazem parte do reportório contemporâneo da CNB. Concerto foi construída a partir de uma peça para cravo de J. S. Bach e conta com a participação de três bailarinos e uma bailarina onde toda a acção se desenvolve em torno de uma mesa. Cantata é uma coreografia de cores vibrantes e uma homenagem à cultura e tradição musical italianas. A actuação ao vivo do Gruppo Musicale Assurd, reconhecido como um dos melhores intérpretes de música tradicional e popular italiana, é mais uma razão para não perder estas apresentações.

8-12 JUL, QUA-DOM Companhia Nacional de Bailado Concerto Coreografia de Katarzyna Gdaniec e Marco Cantalupo. Música concerto para cravo BWV 1052 de J. S. Bach Cantata Coreografia de Mauro Bigonzetti. Arranjo e interpretação musical ao vivo pelo Gruppo Musicale Assurd, a partir de música original e tradicional do Sul de Itália.

 

MÚSICA AO SOM DA MÚSICA

A programação musical do Festival ao Largo é a mais extensa e tem na participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos os seus alicerces.

Com noites para todos os gostos, da romântica à coral, passando pela napolitana e popular, os espectáculos contam, ainda, com a participação de agrupamentos musicais de destaque, como a caso da Orquestra Sinfónica Juvenil, a Orquestra de Bandolins da Madeira ou a Escola de Música do Conservatório Nacional, entre outras.

Destaque para a Noite Napolitana, a ter lugar terça-feira, dia 30 Junho, onde o tenor português Carlos Guilherme acompanha a Orquestra de Bandolins da Madeira, sob a batuta do maestro Eurico Martins, na interpretação de peças de alguns compositores italianos famosos, como Vivaldi, Mezzacapo e Ponchielli. Também a ópera tem encontro marcado com o público, a 2 de Julho, com a tragédia de Dido e Eneias, de Henry Purcell, encenada por Carlos Avillez. Dias 4 e 5 de Julho, Carmina Burana, de Carl Orff, será interpretada pela Orquestra Sinfónica Portuguesa e pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos. A direcção estará a cargo do maestro alemão Golo Berg.

26-27 JUN, SEX-SÁB Noites Brancas Orquestra Sinfónica Portuguesa e Coro do Teatro Nacional de São Carlos com direcção musical de Michail Jurowski. Laryssa Savchenco (meio--soprano), Leandro Fischetti (barítono), Bárbara Dória (piano).

28 JUN, DOM Noite Romântica Orquestra Sinfónica Juvenil com direcção de Christopher Bochmann.

29 JUN, SEG Noite Coral Coro dos Pequenos Cantores da Academia de Amadores de Música com direcção musical de Vítor Paiva.

30 JUN, TER Noite Napolitana Orquestra de Bandolins da Madeira com direcção musical de Eurico Martins. Carlos Guilherme (tenor).

1 JUL, QUA Noite Popular Orquestra de Bandolins da Madeira, com direcção musical de Eurico Martins. Carlos Guilherme (tenor) e a participação especial de Jorge Salgueiro.

2 JUL, QUI Noite de Ópera Dido e Eneias, de Henry Purcell. Encenação de Carlos Avilez e direcção musical de José Manuel Araújo. Participam elementos da Orquestra Sinfónica Portuguesa, Atelier de Ópera e Coro de Câmara da Escola de Música do Conservatório Nacional e Grupo de Bailados Canora Turba.

4-5 JUL, SÁB-DOM Carmina Burana, de Carl Orff, com direcção musical de Golo Berg e a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

 

TEATRO ENCARNAR UM PERSONAGEM

As noites dedicadas ao teatro abrem com um clássico de August Strindberg, Menina Júlia. A peça, com encenação de Rui Mendes e cenografia de Manuel Amado e Ana Paula Rocha (também figurinista), conta a história de menina Júlia (interpretada por Beatriz Batarda), que, depois de ter rompido o noivado, decide fazer uma festa na noite de S. João com os seus serviçais, ou melhor, inicia um jogo de sedução com João (Albano Jerónimo), criado do senhor conde, o qual está noivo de Cristina (Isabel Abreu), a cozinheira. Seguem-se dois dias de humor com o espectáculo Recital e Tal das Produções Fictícias, onde os actores Rita Blanco, Miguel Guilherme e Diogo Dória dão voz a alguns textos satíricos da nossa literatura.

A encerrar os espectáculos teatrais há uma produção do Teatro Oficina de Guimarães, o monólogo Amor, da autoria do escritor brasileiro André San'Anna, interpretado por Flávia Gusmão.

16 JUL, QUI Menina Júlia, de August Strindberg Encenação de Rui Mendes, com Albano Jerónimo, Beatriz Batarda e Isabel Abreu.

A produção é do Teatro Nacional D. Maria II 17-18 JUL, SEX-SÁB Recital de Tal Textos satíricos, a partir de uma selecção de Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos, com Rita Blanco, Miguel Guilherme e Diogo Dória. Produções Fictícias 19 JUL, DOM Amor, de André Sant'Anna Encenação de Marcos Barbosa com Flávia Gusmão.

Um espectáculo do Teatro Oficina de Guimarães.