Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Nova vaga da emigração para a Alemanha

Especial aniversário

  • 333

A emigração portuguesa para a Alemanha está novamente em expansão. Muita coisa mudou, sobretudo o perfil de quem emigra. VEJA AS FOTOS e confira os dados

  • Leia a reportagem na íntegra na VISÃO desta semana

Portugal presente – Nada falta na cozinha do Centro Português de Fellbach (Estugarda). Na travessa, a posta de bacalhau, estará dali a momentos em boa companhia: coberta por molho espesso, cebola suculenta e estaladiça e genuína batata frita às rodelas.
1 / 19

Portugal presente – Nada falta na cozinha do Centro Português de Fellbach (Estugarda). Na travessa, a posta de bacalhau, estará dali a momentos em boa companhia: coberta por molho espesso, cebola suculenta e estaladiça e genuína batata frita às rodelas.

Ensaio 1 – Manuel de Brito, 48 anos (ao fundo) é ensaiador do rancho folclórico Estrelas de Fellbach. Com ele estão 30 jovens dos 12 aos 50.
2 / 19

Ensaio 1 – Manuel de Brito, 48 anos (ao fundo) é ensaiador do rancho folclórico Estrelas de Fellbach. Com ele estão 30 jovens dos 12 aos 50.

Ensaio 2 – Vira, chula e cana verde são acompanhados a preceito por dois acordeões, tambores, ferrinhos, castanholas e pandeiretas.
3 / 19

Ensaio 2 – Vira, chula e cana verde são acompanhados a preceito por dois acordeões, tambores, ferrinhos, castanholas e pandeiretas.

Nostalgia lusitana – O centro de Fellbach é a coletividade portuguesa mais recente de zona de Estugarda. O cachecol, a comida o futebol e outros adereços ajudam a trazer um pouco de Portugal a terras alemãs.
4 / 19

Nostalgia lusitana – O centro de Fellbach é a coletividade portuguesa mais recente de zona de Estugarda. O cachecol, a comida o futebol e outros adereços ajudam a trazer um pouco de Portugal a terras alemãs.

Emigrados – Pedro Moura Santos e Ana Raquel Alves, jovens engenheiros. A falta de perspetivas em Portugal empurrou, em setembro, o casal para a Alemanha. Estamos a exportar a geração mais qualificada que este país alguma vez produziu.
5 / 19

Emigrados – Pedro Moura Santos e Ana Raquel Alves, jovens engenheiros. A falta de perspetivas em Portugal empurrou, em setembro, o casal para a Alemanha. Estamos a exportar a geração mais qualificada que este país alguma vez produziu.

Em casa – Cena quotidiana em casa de Pedro e Ana, que se instalaram em Künzelsau (Baden-Württemberg), uma pequena vila rodeada de multinacionais líderes nos respetivos nichos de mercado.
6 / 19

Em casa – Cena quotidiana em casa de Pedro e Ana, que se instalaram em Künzelsau (Baden-Württemberg), uma pequena vila rodeada de multinacionais líderes nos respetivos nichos de mercado.

Trabalho 2 – Pedro trabalha na Ziehl-Abegg, empresa líder no ramo da ventilação. O inglês técnico é a linguagem universal da engenharia e ajuda ultrapassar obstáculos linguísticos que possam surgir numa primeira fase.
7 / 19

Trabalho 2 – Pedro trabalha na Ziehl-Abegg, empresa líder no ramo da ventilação. O inglês técnico é a linguagem universal da engenharia e ajuda ultrapassar obstáculos linguísticos que possam surgir numa primeira fase.

Trabalho 2 – Pedro ensaia e mede o desempenho de ventiladores nesta câmara de medições. A nova geração de emigrantes já não executa na cadeia de montagem, cria, concebe e testa o produto.
8 / 19

Trabalho 2 – Pedro ensaia e mede o desempenho de ventiladores nesta câmara de medições. A nova geração de emigrantes já não executa na cadeia de montagem, cria, concebe e testa o produto.

Aulas – O domínio do Alemão é importante para singrar no mercado de trabalho. Ana Raquel Alves frequenta, com alunos de várias nacionalidades, o curso intensivo do Goethe Institut em Schwäbisch Hall. A professora Irene Lukasch (em pé) pediu-lhe para explicar aos colegas, em alemão, a presença de jornalistas portugueses.
9 / 19

Aulas – O domínio do Alemão é importante para singrar no mercado de trabalho. Ana Raquel Alves frequenta, com alunos de várias nacionalidades, o curso intensivo do Goethe Institut em Schwäbisch Hall. A professora Irene Lukasch (em pé) pediu-lhe para explicar aos colegas, em alemão, a presença de jornalistas portugueses.

Casamento 1 – Patrícia e Pedro, têm ambos 23 anos. Entre si falam alemão. Mas preservam a nacionalidade portuguesa. Casaram, na quarta-feira 13, no consulado-geral de Portugal em Estugarda.
10 / 19

Casamento 1 – Patrícia e Pedro, têm ambos 23 anos. Entre si falam alemão. Mas preservam a nacionalidade portuguesa. Casaram, na quarta-feira 13, no consulado-geral de Portugal em Estugarda.

Cicerone – Aos 56 anos, Francisco Costa, tem 34 de Alemanha. É um profundo conhecedor da vida associativa portuguesa na região de Estugarda.
11 / 19

Cicerone – Aos 56 anos, Francisco Costa, tem 34 de Alemanha. É um profundo conhecedor da vida associativa portuguesa na região de Estugarda.

14. Fim de tarde – É sábado. Na coletividade Velhas Glórias de Portugal, em Estugarda, batem-se umas cartas sobre o tampo da mesa enquanto não começa a transmissão do futebol português.
12 / 19

14. Fim de tarde – É sábado. Na coletividade Velhas Glórias de Portugal, em Estugarda, batem-se umas cartas sobre o tampo da mesa enquanto não começa a transmissão do futebol português.

Balcão – Na Alemanha também se bebe cerveja portuguesa.
13 / 19

Balcão – Na Alemanha também se bebe cerveja portuguesa.

História – A de Luís Sebastião, 38 anos, é idêntica à de muitos outros que saíram de Portugal depois de meados da década de 90. Primeiro na Holanda, depois na Alemanha caiu nas mãos de empreiteiros sem escrúpulos. Trabalhou em estufas e nas obras. Agora tem uma vida mais estável como motorista de pesados, em Estugarda.
14 / 19

História – A de Luís Sebastião, 38 anos, é idêntica à de muitos outros que saíram de Portugal depois de meados da década de 90. Primeiro na Holanda, depois na Alemanha caiu nas mãos de empreiteiros sem escrúpulos. Trabalhou em estufas e nas obras. Agora tem uma vida mais estável como motorista de pesados, em Estugarda.

Publicitário – Alexandre Amorim, 46 anos, chegou há um ano a Schwäbisch Hall. Trabalhou numa fábrica agora está numa agência de publicidade, o ramo em que trabalhava em Portugal. Nos anos 90 já tivera uma experiência de Alemanha.
15 / 19

Publicitário – Alexandre Amorim, 46 anos, chegou há um ano a Schwäbisch Hall. Trabalhou numa fábrica agora está numa agência de publicidade, o ramo em que trabalhava em Portugal. Nos anos 90 já tivera uma experiência de Alemanha.

Restaurante – O restaurante D. Carlos é outro ponto de encontro de portugueses em Estugarda. Alheiras com grelos e outros petiscos preparados por Carlos Violante na sua cozinha ajudam a colmatar as saudades.
16 / 19

Restaurante – O restaurante D. Carlos é outro ponto de encontro de portugueses em Estugarda. Alheiras com grelos e outros petiscos preparados por Carlos Violante na sua cozinha ajudam a colmatar as saudades.

O Senhor dos Pastéis – Carlos Violante mima os clientes do seu restaurante com pastéis de nata estaladiços e quentinhos feitos por ele.
17 / 19

O Senhor dos Pastéis – Carlos Violante mima os clientes do seu restaurante com pastéis de nata estaladiços e quentinhos feitos por ele.

Livros – A língua como Pátria existe em Frankfurt, no Centro do Livro e do Disco de Língua Portuguesa, de Teo Ferer de Mesquita – uma casa com 33 anos de história de muita dedicação e trabalho
18 / 19

Livros – A língua como Pátria existe em Frankfurt, no Centro do Livro e do Disco de Língua Portuguesa, de Teo Ferer de Mesquita – uma casa com 33 anos de história de muita dedicação e trabalho

Temos Papa! – No restaurante D. Carlos a televisão está sempre sintonizada em canais portugueses. As notícias sobre o novo Papa chegaram, como aperitivo, através da TVI. Seguiu-se o Málaga-F.C. do Porto com o prato principal e a telenovela a acompanhar sobremesa e café
19 / 19

Temos Papa! – No restaurante D. Carlos a televisão está sempre sintonizada em canais portugueses. As notícias sobre o novo Papa chegaram, como aperitivo, através da TVI. Seguiu-se o Málaga-F.C. do Porto com o prato principal e a telenovela a acompanhar sobremesa e café

Uma radiografia estatística

Poucos, entradotes e muito agarrados à pátria

Nos primeiros nove meses do ano passado radicaram-se na Alemanha 9 914 portugueses. Os números de 2012 deverão ter atingido o dobro dos 5 001 verificados em 2006.

De acordo com o Statistisches Bundesamt, o organismo estatístico federal, em 2011, vivia ali um total de 115 530 cidadãos de Portugal (53 166 mulheres e 63 364 homens). Desses, um em cada três já lá se encontrava há mais de 30 anos e um em cada cinco já lá tinha nascido.

O tempo médio de permanência do emigrante português naquele país é de 22 anos e oito meses. E, apesar de uma idade média um nadinha superior a 41 anos, 12 696 titulares de um cartão de cidadão da República Portuguesa têm menos de 18 anos. Destes, três em cada quatro nasceram na Alemanha.

Embora as naturalizações tenham aumentado 45,2% em 2011, face ao ano anterior, os números são baixos. Além disso, praticamente todos optam por ficar com as duas nacionalidades - dos 376 naturalizados em 2011, apenas um não manteve a portuguesa.

Descubra as diferenças: O que distingue, em traços gerais, os "velhos" dos "novos" emigrantes

Vaga dos anos 60 e 70

  • Pouco qualificados
  • Integração mais difícil
  • Executantes
  • Mal necessário para os alemães
  • Regresso como objetivo possível
  • Quando chegaram só falavam português

Vaga atual

  • Qualificações elevadas
  • Europeizados, facil integração
  • Criadores
  • Bem-vindos
  • Projeto de vida, procura de carreira internacional
  • Fala mais que uma língua