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Vistos gold: Detidas 11 pessoas por corrupção e branqueamento

Sociedade

Entre os detidos estão a secretária-geral do Ministério da Justiça, o presidente do Instituto dos Registos e Notariado e o diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras

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A Polícia Judiciária deteve hoje 11 pessoas suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influência e peculato, no âmbito de uma investigação sobre atribuição de vistos "gold".

Em comunicado, a PJ adianta que durante a operação foi ainda detido, em flagrante delito, um outro homem por detenção de arma proibida.

A Polícia Judiciária salienta que as diligências investigatórias já duravam há alguns meses e que a operação foi desencadeada em diversos pontos do país, envolvendo cerca de duas centenas de investigadores.

A investigação é dirigida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), coadjuvado por elementos da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ.

Fonte do Ministério da Justiça disse à Lusa que a secretária-geral do Ministério da Justiça (MJ), Maria Antónia Anes, e o presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo, são dois dos detidos na sequência de buscas efetuadas hoje no MJ.

Nesta operação, relacionada com a atribuição de vistos "gold", foi também detido o diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Jarmela Palos.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) tinha confirmado hoje que estão em curso várias diligências, nomeadamente 60 buscas em diversos pontos do país, tendo sido emitidos mandados de detenção.

Em causa estão "suspeitas de crimes de corrupção, tráfico de influências, peculato e branqueamento de capitais", adianta uma nota da PGR.

De acordo com notícias divulgadas em junho pela imprensa, esta investigação envolvia altos quadros dos ministérios da Justiça, da Administração Interna, elementos do Serviço de Informação de Segurança (SIS) e várias empresas imobiliárias.

O programa de atribuição de vistos "gold", criado em 2013, prevê a emissão de autorizações de residência para estrangeiros oriundos de fora do espaço Schengen que façam investimentos em Portugal, por um período mínimo de cinco anos.