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Vieira critica "manobras pouco claras"

Sociedade

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O presidente do Benfica, reeleito esta sexta-feira por esmagadora maioria, congratulou-se pela "segunda maior participação de sempre" dos sócios em eleições e avisou que "a partir de agora não há adversários". Ainda assim, não deixou de criticar as "manobras pouco claras" do seu adversário. VEJA O VÍDEO com o discurso da vitória

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"Sempre disse que o Benfica é dos sócios. Foi pelos sócios que aqui cheguei, é pelos sócios que aqui vou continuar", disse, uma hora depois de fechadas as urnas e conhecidos os resultados, sublinhando volta a abraçar as suas funções "com espiríto de missão". Recebido em apoteose por milhares de sócrios, no pavilhão da Luz onde decorreu a reunião magna eleitoral, o dirigente criticou as "manobras pouco claras" e "mentiras" da lista concorrente, encabeçada por Bruno Carvalho. Mais à frente no seu discurso de vitória, Luís Filipe Vieira disse que "a partir de agora não há adversários". "Serei o presidente de todos os benfiquistas", garantiu. Num aviso aos adversários que queiram "prolongar uma disputa eleitoral que terminou hoje",  acrescentou que "ninguém entenderá que assumam um comportamento irresponsável, prolongando a disputa eleitoral", numa alusão a eventuais pedidos de impugnação deste acto eleitoral na barra dos tribunais. Vieira destacou a "impressionante manifestação de democracia e participação" verificada e desejou que "outros aceitem os resultados com a dignidade que faltou durante a campanha". O presidente do Benfica elogiou ainda a "coragem" de Manuel Vilarinho, seu antecessor no cargo e actual presidente da Mesa da Assembleia-Geral que "deixa hoje os órgãos sociais", por "opção pessoal e desgaste dos últimos oito anos". "Vai continuar a ser o meu presidente e o meu amigo", disse. "Quero destacar a lucidez e a coragem do presidente Manuel Vilarinho em todo este processo", disse Vieira que teve ainda a preocupação de explicar que a saída daquele dos órgãos sociais "foi uma opção pessoal" decorrente do "desgaste que os últimos oitos anos provocaram". Outro alvo do presidente no discurso de vitória foi a "alguma comunicação social que transmitiu informações totalmente infundadas sobre a legalidade eleitoral", separando os que o fizeram "sem má-fé, contaminados pela campanha difamatória", dos que o fizeram "de forma intencional".