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Triplo homicídio em Beja ainda sem explicação

Sociedade

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O homem suspeito de ter assassinado a mulher, filha e neta, em Beja, terá cometido os crimes há uma semana e matou os animais que tinha em casa. Continuam por apurar os motivos deste massacre

Três pessoas foram encontradas mortas numa casa em Beja. As vítimas mortais eram familiares de um homem de 56 anos que acabou por se render às autoridades ainda na residência e que foi entretanto detido.

As vítimas são a mulher, de cerca de 50 anos, a filha de cerca de 20 e a neta de 4, adiantou o comandante da PSP de Beja, Viela da Silva, acrescentando que teriam sido mortas dias antes.

O homem suspeito de ter assassinado a mulher, filha e neta, em Beja, terá cometido os crimes há uma semana, disse hoje à agência Lusa fonte policial, revelando que o suspeito também matou os animais que tinha em casa.

Os crimes terão sido cometidos "na terça-feira à noite" da semana passada e o alegado autor do triplo homicídio também  "matou todos os animais" domésticos que tinha em casa, nomeadamente "um  gato". 

O suspeito, de 56 anos está  detido nos calabouços da PSP de Beja e é hoje presente ao tribunal da cidade para primeiro interrogatório judicial. 

Segundo a mesma fonte, após ter cometido os crimes, o homem terá feito  aparentemente "uma vida normal", tendo sido visto várias vezes nas ruas da cidade. 

O antigo bancário, que já tinha cumprido pena de prisão por um desfalque que deu no banco onde trabalhava, "é o principal e o único suspeito de ter assassinado a mulher, a filha e a neta", segundo disse à Lusa  o comandante da PSP de Beja, superintendente Viola da Silva. 

"Viviam todos lá em casa, ele é que lá estava dentro, fechado com elas  mortas, portanto é o principal e o único suspeito de ter matado a mulher,  a filha e a neta", afirmou Viola da Silva. 

As vítimas não foram mortas com arma de fogo, garantiu o comandante  da PSP. Fontes no local avançaram à Lusa a possibilidade de as vítimas terem sido degoladas, aparentemente com uma catana.

Participação do namorado da filha

Segundo disse à Lusa Viola da Silva, a PSP recebeu uma participação  do namorado da filha do suspeito, uma das vítimas, referindo que "não conseguia  falar com a namorada há dias".  Na participação, o namorado também terá dito que a namorada "não dava sinal de vida há dias". 

Após a participação, a PSP de Beja, por precaução, "de imediato e através de investigação criminal", "desenvolveu diligências" para saber o que se estaria a passar. 

No âmbito das diligências, elementos da PSP deslocaram-se na segunda-feira,  ao final da tarde, à rua de Moçambique, onde morava a família, quando, por  volta das 17h00, "por mero acaso", "ouviram um possível disparo" no interior  da casa. 

A PSP "montou um perímetro de segurança" na rua e, "durante três horas, não se ouviu mais nenhum barulho", explicou. 

Entretanto, enquanto a PSP de Beja estava à espera de agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) para "entrarem na casa por outros métodos", o homem "resolveu começar a fazer barulho". 

Os elementos da PSP ouviram o barulho e concluíram que havia alguém dentro da casa, a quem pediram para se entregar às autoridades, contou Viola da Silva. Por volta das 20h00, o homem saiu de casa e entregou-se.

A PSP entrou, então, na casa, onde encontrou os cadáveres das três vítimas, disse o comandante. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária.