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Depois da guerra dos smartphones e dos tablets, a Samsung e a Apple vão entrar noutro campo de batalha: o dos relógios inteligentes

D.R.

A notícia caiu que nem uma bomba no quartel-general da Apple. Os seus rivais sul-coreanos vão divulgar, a 4 de setembro, o seu mais recente e inovador produto: um relógio que é também um telemóvel. A Samsung antecipa-se, assim, vários meses, ao lançamento do iWatch, aquele que era o grande projeto da Apple para 2014. Trata-se de um novo aparelho que poderá revolucionar o mercado dos telemóveis - um relógio inteligente que permite fazer chamadas, receber e enviar e-mails, navegar na internet, aceder às redes sociais, utilizar as mais variadas aplicações, entre outras funções.

Agora, o fabricante americano está a lutar para conseguir colocar o seu aparelho no mercado o mais cedo possível. Segundo o jornal Financial Times, a Apple avançou com a contratação recente de vários engenheiros só para acelerar o desenvolvimento do iWatch.

Mas poderá este ser um mercado tão aliciante para estas empresas? Os relógios inteligentes não são, propriamente, uma novidade. Hoje em dia, já existem alguns modelos através dos quais é possível telefonar, usar a internet, etc. No entanto, são caros e, por isso, não chegam ao mercado de massas. Num estudo recente, a consultora Canalys diz que, atualmente, as vendas mundiais deste tipo de aparelhos rondam as 330 mil unidades por ano. No entanto, admite, com a entrada dos grandes fabricantes neste negócio, as vendas de smart-watches podem atingir 5 milhões de unidades já no final de 2014. Além disso, estes aparelhos, como estão constantemente ligados ao corpo do utilizador, constituirão uma enorme oportunidade para as empresas de software, nomeadamente no desenvolvimento de aplicações relacionadas com a saúde, bem-estar ou condição física. 

Inovar é preciso

Um dos maiores problemas do fabrico de smartwatches é a criação de um ecrã de dimensões que possibilitem uma boa leitura sendo, ao mesmo tempo, adaptável ao pulso. É uma equação de resolução quase impossível. A novidade da Samsung reside na aplicação ao relógio do seu inovador ecrã flexível, que, contornando parte do pulso, fica com uma área maior para uma melhor visualização de emails, vídeos, fotografias, páginas na internet, etc. 

Outra das grandes dúvidas em relação a estes aparelhos é a sua capacidade de funcionarem autonomamente, ou seja, sem estarem ligados - via bluetooth - a um "verdadeiro" telemóvel, o que obriga o utilizador a andar com dois dispositivos. 

Ainda se desconhece, também, o nome que a Samsung escolherá para dar ao aparelho mas sabe-se que registou já, em vários países, as designações Samsung Gear e Samsung Galaxy Gear. A Apple, por sua vez, registou a marca iWatch em quase todo o mundo.  

Depois de perder para a Samsung a liderança do mercado dos smartphones, o fabricante norte-americano vê o seu rival aproximar-se a passos largos nas vendas de tablets e antecipar-se no lançamento do relógio inteligente.

Segundo a consultora Gartner, a Samsung vendeu 71,4 milhões de smartphones, no segundo trimestre de 2013, mais do dobro da Apple que, no mesmo período, se ficou por 31,9 milhões de iPhones. Estes dois fabricantes juntos controlam  46% deste mercado. Nos tablets, a Apple ainda mantém a liderança, mas viu as suas vendas caíram 14,1%, no segundo trimestre deste ano, enquanto a rival sul-coreana conseguiu um crescimento de 277%, no mesmo período

D.R.

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