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Sete mitos sobre o Ébola

Sociedade

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Algumas crenças comuns sobre o Ébola, que aumentam o pânico e a paranóia acerca do vírus, desmistificadas

MITO #1:  O Ébola transmite-se pelo ar, água ou contacto casual

VERDADE:  O vírus transmite-se através dos fluídos orgânicos - sangue, suor, saliva, fezes e esperma. A infecciosidade é semelhante à da gripe e muito inferior à do sarampo, por exemplo.

MITO #2: As equipas médicas internacionais é que levaram o vírus para a África Ocidental 

VERDADE: Os Centro de Controlo e Prevenção de Doenças estão a coordenar esforços para informar os líderes das comunidades e explicar-lhes que os médicos no terreno estão a ajudar e não o contrário. 

MITO #3: O repatriamento dos doentes põe os cidadãos dos países de origem em risco

VERDADE: Se este receio já existia, Donald Trump ajudou: "Os EUA não podem permitir o regresso dos infetados com Ébola. As pessoas que vão para longe ajudar são excelentes, mas têm de sofrer as consequências", escreveu no Twitter. Mas, na verdade, a dimensão da epidemia em África deve-se mais à falta de acesso a cuidados de saúde e higiene do que propriamente ao potencial da estirpe em causa. Máscaras, luvas, fatos de proteção, cuidados de higiene adequados e unidades de isolamento são suficientes para proteger os trabalhadores de saúde do contágio. mas os países mais afetados não têm os recursos nem as infraestruturas necessárias para o tratamento e isolamento dos doentes.

MITO #4: Mesmo depois de curado, o doente pode contagiar os outros

VERDADE: O Ébola é, efetivamente, mais contagioso na fase final da doença, mas só os pacientes com sintomas (como febre, dor de cabeça, vómitos e diarreia) são contagiosos. No entanto, a OMS alerta que, através do sémen, a conversa é outra: um homem pode transmitir a doença até sete semanas depois de ter recuperado.

MITO #5:  Este é o primeiro grande surto de Ébola

VERDADE: É o maior, mas não o primeiro. O vírus foi diagnosticado pela primeira vez em humanos em 1976, no Congo. Infetou 318 pessoas e matou 88 por cento. Desde então, várias estirpes têm aparecido em África. Em 2000, 425 pessoas foram infetadas e 57 em 2012., segundo dados da OMS.

MITO #6: O Ébola pode ser melhor tratado com antibióticos

VERDADE:  Os antibióticos curam infeções bacterianas e não virais. Atualmente, não há vacina nem cura para o Ébola, apesar dos resultados positivos obtidos por um medicamento absolutamente experimental, o Zmapp, que só tinha sido testado em macacos. Foi administrado a dois doentes norte-americanos e os resultados deixaram os médicos otimistas... mas cautelosos.

MITO #8: O Ébola liquefaz os órgãos, por isso é que as vítimas sofrem hemorragias dos olhos e da boca

VERDADE:  Os sintomas do Ébola incluem sangramento a partir dos olhos, ouvidos, nariz e boca em apenas 20% dos casos e não porque os órgãos se liquefaçam (mas há uma falha multiorgânica, na verdade). As hemorragias devem-se à fragilidade que o vírus provoca nos vasos sanguíneos.