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Reino Unido quer medicar mulheres com risco de cancro da mama

Sociedade

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Para ajudar a prevenir o cancro da mama, as mulheres saudáveis mas com antecedentes familiares poderão usufruir de um tratamento, ao longo de cinco anos, que deverá reduzir o risco entre 30% a 40%

As novas diretivas do Sistema Nacional de Saúde (SNS) britânico, publicadas esta terça-feira, prevêem o tratamento preventivo a todas as mulheres que tenham 30% de hipóteses de vir a sofrer de cancro da mama. A medicação poderá vir a ser alargada a todas as que tenham uma probabilidade acima dos 16%, segundo as recomendações do Instituto Nacional britânico para a Excelência na Saúde e na Assistência Médica.

A ideia é também alargar os testes genéticos - que atualmente só abrangem as mulheres com 20% de risco -  às que tenham 10% de probabilidades de ter herdado um dos dois genes que aumenta o risco de cancro da mama - BRCA1 e BRCA2. 

O tratamento em questão disponibiliza dois medicamentos - tamoxifeno e raloxifeno - que evitam a recorrência de cancro da mama, reduzindo o risco da doença em 30% a 40%.

Apesar de esta prevenção ser desejada há muito tempo, as autoridades britânicas não sabem como será a adesão das mulheres, devido aos efeitos secundários dos medicamentos, que bloqueiam ao estrogénio, o que pode dar origem a vários sintomas típicos da menopausa: afrontamentos, suores nocturnos, mudanças de humor, náuseas e aumento de peso.