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Quem tem medo do sexo oral?

Sociedade

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As polémicas declarações do ator americano Michael Douglas lançaram o debate sobre como lidar com as pistas científicas que relacionam o vírus HPV com certos tipos de cancro

Não há duas sem três. Ao jornal britânico The Guardian, o protagonista de Atração Fatal afirmou que, quase fatal mesmo foi o tumor na garganta que lhe diagnosticaram há três anos (estádio 4, o mais grave). Aos 68 anos, e já restabelecido do susto, o marido de Catherine Zeta-Jones surpreendeu o mundo com uma simples declaração: "Este cancro é causado pelo papilomavírus humano (HPV), que provém da prática de cunnilingus." Não pelo consumo excessivo de álcool nem pelo tabagismo - imagens de marca de Douglas, a juntar ao episódio do seu internamento, há uma década, para tratar uma adição sexual - mas por uma doença sexualmente transmissível (DST).

O porta-voz da celebridade veio, entretanto, desmentir que o ator tivesse declarado que o seu cancro se devia ao HPV, tendo "apenas" referido esse perigo. O certo é que logo se foram desempoeirar os estudos disponíveis, realizados na Suécia e publicados no The New England Journal of Medicine, sugerindo que o HPV é o agente causador dos tumores orais (boca, garganta, amígdalas) em 25% dos casos (numa proporção de uma mulher para cinco homens). Um estudo internacional efetuado em 26 países, indica, entre as mais de cem variantes do vírus, os tipos 16 e 18 como os mais críticos. Os homens correm perigo, ao praticarem o sexo oral?

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