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Polícias saem às ruas em protesto

Sociedade

Os polícias vão concentrar-se, esta terça-feira, na Praça do Comércio, em Lisboa, para assinalar a carga policial de há 20 anos sobre elementos da PSP e dizerem ao Governo que estão descontentes com o projecto de estatuto profissional

visao.pt

Inicialmente marcada pelo Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP/PSP), os restantes sindicatos decidiram juntaram-se à concentração para manifestar o desagrado em relação ao estatuto profissional, que actualmente está a ser negociado com o Ministério da Administração Interna (MAI).

Os nove sindicatos da Polícia vão participar juntos num protesto para assinalar não só os 20 anos da manifestação de polícias que ficou conhecida por "secos e molhados", mas também para demonstrar "o descontentamento com o rumo que as negociações estão a tomar relativamente ao estatuto profissional", disse à Agência Lusa o presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira.

"Quando foi apresentado, pensávamos que ia ser feito alguma negociação favorável para os polícias. Mas até ao momento ainda não houve sinais por parte do Governo de abertura para alterar aquilo que está previsto nos estatutos", adiantou.

Na negociação com o Governo, os sindicatos já definiram como questões essenciais a pré-aposentação, vínculos, carreiras, índice remuneratório, avaliação e integração dos familiares directos no sistema de saúde.

Além de participar na concentração, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) vai ainda realizar hoje uma reunião na Voz do Operário, em Lisboa, onde serão feitas intervenções alusivas ao 21 de Abril de 1989 e homenagear os associados com mais de 20 anos.

A ASPP vai também reconstituir o desfile feito há 20 anos entre a Voz do Operário e a Praça do Comércio. A 21 de Abril de 1989, os polícias exigiam liberdade sindical, uma folga semanal, transparência na justiça disciplinar com direito de defesa, melhores vencimentos e condições laborais.

A manifestação acabou em confrontos com o Corpo de Intervenção da PSP a lançar jactos de água e a usar bastões para dispersar o protesto dos polícias, na Praça do Comércio, em Lisboa, enquanto a delegação de seis agentes que estava dentro do Ministério da Administração Interna para entregar um caderno reivindicativo acabou detida.