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Pedofilia: O padre do Fundão é o único?

Sociedade

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D. José Policarpo

Luís Barra

Ativistas dos direitos das crianças afiançam haver outras situações de pedofilia no clero. Mas a cúpula da Igreja Católica nega ter conhecimento de outros casos. Quem fala verdade?

Desmentidos e troca de acusações. O caso do padre Luís Campos, vice-reitor do seminário menor do Fundão, em prisão domiciliária desde sexta-feira, 6, por suspeita de abusos sexuais de menores, ameaça tornar-se numa guerra. Entre católicos. Neste caso, entre Catalina Pestana, antiga provedora da Casa Pia de Lisboa e atualmente da direção da Associação Rede de Cuidadores, e a cúpula da Igreja católica.

Na origem da polémica estão as declarações que a ativista fez ao diário Público, no sábado, 7. Segundo a antiga provedora, comunicou ao cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, suspeitas em relação a vários casos de pedofilia, na diocese de Lisboa. "Conheço cinco e tinha-lhe dito a ele pessoalmente o que sabia", contou ao jornal.

A VISÃO sabe que a ex-provedora possui mais de cinco denúncias que lhe foram apresentadas sobretudo por funcionários que trabalham em instituições que pertencem à Igreja. A gravidade dos relatos justificou, segundo apurámos, uma conversa pessoal com D. José Policarpo, que terá acontecido em privado, e no final de uma reunião de trabalho, quando Catalina Pestana ainda era provedora da Casa Pia de Lisboa.

A VISÃO perguntou diretamente ao Patriarcado de Lisboa se o cardeal tinha sido informado e o que fizera. A resposta não pode ser mais clara: "O Cardeal-Patriarca de Lisboa D. José Policarpo não recebeu qualquer denúncia da dr.ª Catalina Pestana sobre o assunto em causa", respondeu, por escrito, Nuno Rosário Fernandes, diretor do departamento de comunicação daquele Patriarcado.

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