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O amor eterno de Diana

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Revelações extraordinárias feitas pela sua melhor amiga e um filme biográfico assinalam os 16 anos da morte da princesa mais amada

Diana gostava de Carlos que gostava de Camila? Não, Diana era apaixonada por Dodi, o empresário egípcio filho do dono do Harrod's.

Também não: a "princesa do povo", como Tony Blair a designou, amava mesmo era o paquistanês Hasnat Khan, cirurgião cardíaco de renome, assegura Jemima Khan, uma das suas melhores amigas, em declarações exclusivas à revista Vanity Fair.

Diana, que surge na capa da revista na edição de setembro, em mais uma série de retratos icónicos do fotógrafo Mario Testino, prova assim que ainda é uma das figuras mais populares do Reino Unido e do mundo.

É verdade que a Dianamania, essa explosão de tristeza que alastrou pelo globo após a sua morte, a 31 de agosto de 1997, diminuiu um pouco, mas a sua imagem, que elevava a tiragem de qualquer tabloide, mantém o mesmo tipo de magia.

Dela já se disse tudo. Que roubava garrafas de vodka das adegas da casa de campo do príncipe Carlos para partilhar com o seu amante James Hewitt. Que fez centenas de chamadas de cabinas telefónicas para se encontrar com o negociante de arte Oliver Hoare. E que estava de casamento marcado com Dodi Al-Fayed, com quem passara férias pouco antes do Mercedes em que ambos seguiam se ter desfeito contra um pilar do túnel da Ponte da Alma, em Paris.

"Nada disso", assegura agora Jemima Khan, ex-mulher da estrela de cricket Imran Khan, primo do médico. "Diana era perdidamente apaixonada por Hasnat e queria casar-se com ele, mesmo que isso significasse viver no Paquistão", acrescenta, explicando que foi isso que as aproximou. Por duas vezes, conta, Diana esteve na região de Punjab para angariar fundos para um hospital fundado por Imran mas também para conhecer a família de Hasnat e falar de casamento.

"Queria também saber se fora difícil para mim adaptar-me à vida lá", acrescenta Jemima, que entretanto voltou para Londres, depois de se ter divorciado, em 2004. Mas Diana não contaria com o entrave da mãe dele. Ele afastou-se mas ela não desistiu.

O passo seguinte foi tentar fazer-lhe ciúmes foi aí que Dodi entrou em cena.

Um caso para o grande ecrã

Esta história de amor vivida em segredo é também um dos pontos fortes de Diana, o filme protagonizado por Naomi Watts e que chegará às salas de cinema a 26 de setembro.

São exatamente os últimos anos da vida da aristocrata que vão ser retratados pela atriz já por duas vezes nomeada para um Oscar.

"Sinto-me honrada. É um privilégio interpretar um papel tão icónico, de uma mulher adorada no mundo inteiro", disse Watts.

Foi de facto toda uma vida debaixo de holofotes desde que a tímida educadora de infância, de 19 anos, foi apresentada como futura princesa, até ao seu desaparecimento trágico, aos 36 anos, fugindo aos paparazzi, nasceu uma lenda. Evocada por Kate Middleton, usando um vestido às bolinhas à porta da maternidade, ela passou a ser também, como titula a Vanity Fair, "a avó que o bebé George nunca irá conhecer". Mas Diana, na verdade, estará sempre presente.