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Número de carros a circular sem seguro aumenta

Sociedade

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A quantidade de carros a circular sem seguro continua a aumentar - até novembro, foram registados 66 casos por dia

Desde o início do ano, a polícia já detetou 22 112 condutores sem seguro automóvel - mais 572 casos do que em 2011. Os dados são da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, organismo que concentra informação fornecida pela GNR, PSP e polícias municipais. As infrações foram descobertas pelas autoridades durante operações de fiscalização e em acidentes de viação.

"Basta inserir a matrícula da viatura no computador e, automaticamente, sabemos se existe alguma irregularidade em relação ao seguro", explica Gonçalo Carvalho, porta-voz da GNR. Quando a base de dados das autoridades deteta o ilícito, os condutores são obrigados a pagar uma multa de €250 e a entregar os documentos da viatura até que a situação se regularize. Se multiplicarmos o valor da coima por 22 mil condutores, concluímos que, só este ano, o Estado já terá arrecadado cerca de 5,5 milhões de euros, graças ao fenómeno. Um número que deverá engordar até ao final de dezembro, se se mantiver a tendência de crescimento que se verifica desde janeiro. 

Em caso de acidente de viação, a ausência de seguro obriga a recorrer ao Fundo de Garantia Automóvel (FGA), organismo que assegura o pagamento de indemnizações às vítimas. Em 2011, o FGA gastou 23,7 milhões de euros em compensações por danos físicos e materiais, porque o responsável pelo acidente não possuía um seguro válido. O valor representa um acréscimo de 12,4% face a 2010. Esse dinheiro é, depois, cobrado ao condutor culpado pelo sinistro. Pedro Seixas Vale, presidente da Associação Portuguesa de Seguros (APS), diz que "a grande generalidade dos automobilistas continua a cumprir as suas obrigações".

Numa entrevista à Antena 1, o responsável pela APS referiu que os clientes preferem "soluções mais baratas, com mais limitações nas coberturas". As seguradoras, pelo seu lado, têm procurado facilitar o regime de pagamento das apólices, disse Seixas Vale. Mas alguns condutores, sabe a VISÃO, optam por uma gestão mais criativa, tentando ativar o seguro só depois de ocorrido o acidente...