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Mulher morre por lhe ter sido recusado aborto que já estava em curso

Sociedade

Grávida de 17 semanas, Savita Halappanavar foi às urgências com dores. No hospital, disseram-lhe que estava a abortar, mas recusaram-se a ajudar na interrupção da gravidez. A mulher morreu com uma septicemia 

As autoridades irlandesas estão a investigar a morte de uma mulher grávida que, segundo o marido, se viu ser recusado um aborto.

Savita Halappanavar, uma dentista de 31 anos, dirigiu-se ao hospital com dores nas costas no último dia 21 de outubro. Nas urgências, disseram-lhe que estava a abortar, mas, ainda segundo o marido, os médicos recusaram-se a intervir, ao longo dos três dias em que durou o processo. Na origem da recusa estava o facto de o feto ainda ter batimentos cardíacos e de, ter-lh-ão dito, tratar-se de "um país católico".

Quando o coração do feto de 17 semanas deixou de bater, os médicos procederam então à sua remoção. Halappanavar morreu no dia 28 de outubro, de septicemia.

O aborto é ilegal na Irlanda, excepto se a vida da mulher estiver em perigo.