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Marta recupera

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Depois de um segundo transplante, a menina que sofre de leucemia teve alta hospitalar

Sara Sá

Após vários meses a lutar contra uma leucemia, Marta Ramos, de cinco anos, regressa a casa. A solução para o seu caso tinha de passar, obrigatoriamente, por uma doação de medula e nem a família, incluindo os irmãos, eram compatíveis. Uma onda de solidariedade levou a que milhares de pessoas acorressem à chamada dos pais e do Instituto Português de Oncologia (IPO), no sentido de se increverem como dadores. Apesar dos esforços e das campanhas de recolha montadas por todo o território nacional, o dador, não relacionado com a família, só chegou a 6 de Agosto, altura do primeiro transplante. Depois da explosão de alegria inicial, seguiram-se momentos de angústia, com a rejeição do transplante.

Nem o IPO nem o Registo Português de Transplantação de Medula Óssea desistiram e a 23 de Setembro foi possível realizar novo transplante, também com um dador não relacionado, mas estrangeiro. Desta vez, o enxerto foi bem tolerado pelo organismo da menina, que vive na região da Grande Lisboa, e a 13 de Outubro Marta regressou a casa. Apesar de ter sofrido uma infecção logo a seguir à alta hospitalar, a evolução do estado de saúde da criança tem sido muito favorável. "São complicações normais numa situação destas" admite à Visão o médico Manuel Abecassis, responsável pelo programa de transplantação de medula do IPO de Lisboa. O especialista realça que "a menina terá de estar em vigilância durante muitos meses, até ser considerada curada da leucemia mieloblástica aguda".