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No Dia Mundial do Coração os especialistas lembram os grupos que têm ficado de fora das campanhas: mulheres e crianças

Durante muito tempo, as doenças cardiovasculares, em particular as que afetam o coração, estiveram muito associadas aos homens de meia-idade com peso a mais. Isto fez com que as mulheres negligenciassem aquele que é o assassino número um nos países ricos. Por isso mesmo, este ano a Federação Mundial do Coração dirigiu a sua campanha do Dia Mundial do Coração, comemorado hoje, 29 de setembro, em todo o mundo, a dois grupos em particular: as mulheres e as crianças. Porque, justifica a organização, "contrariamente ao que se pensa, as mulheres são tão vulneráveis quanto os homens" e "crianças saudáveis transformam-se em adultos saudáveis."

Manter uma atividade física - que não obriga a uma inscrição no ginásio, basta brincar com as crianças, ir de bicicleta para o trabalho, fazer tarefas domésticas, andar a pé -, controlar o peso e a pressão arterial (não deve exceder os 14/9) e não fumar são os mandamentos essenciais na luta contra as patologias cardiovasculares.

Se precisar de uma motivação extra, confira os números da doença:

*17,3 milhões de mortes anuais por doença cardiovascular   

* Um milhão de bebés nascem anualmente com um qualquer defeito cardíaco

* A doença cardíaca mata uma em cada três mulheres, anualmente

* Uma diminuição de um ponto na pressão sanguínea máxima diminui o risco de acidente vascular cerebral (AVC) em 31 por cento

* Passar a fazer uma atividade física reduz em 10 a 20 por cento o risco de doença coronária

* Passar a ingerir mais uma peça de fruta ou de legumes por dia diminui em 6% o risco de AVC e em 4% o risco de doença coronária

*  A doença das artérias coronárias é a causa mais comum de doença cardiovascular - causa 7,3 milhões de mortes por ano.