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Magia na ponta dos dedos

Sociedade

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Divulgação

Hélder Guimarães começa a ressacar quando passa algum tempo sem m baralho de cartas e a energia do público

FEITO: SER AMIGO DOS SEUS ÍDOLOS

CARACTERÍSTICA: SENTIDO DE HUMOR

"Há poucos bons mágicos e eu sou um deles." Por mais arrogante que a declaração soe, o percurso de Hélder Guimarães, 30 anos, justifica-a. Quando, na escola, aos 4 anos, fez aparecer rebuçados, não adivinhava que, daí a duas décadas, seria campeão mundial de magia com cartas. Preparou-se, durante seis anos, treinando doze horas diárias.

Em 2012, recebeu o galardão de Parlour Magician (mágico de sala), atribuído pela Academia de Artes Mágicas (Hollywood). "Trabalho para a sorte que tenho, mas não nego que, em algum momento, estava no sítio certo, à hora certa", conta o portuense.

Fascinado pelos truques que o pai fazia como hóbi, Hélder teve a certeza de que queria viver da magia quando assistiu a um espetáculo de Juan Tamariz, no qual o espanhol usou apenas um baralho de cartas, durante uma hora e meia. "Estava a ver algo mágico", lembra, entusiasmado. Saber ouvir as pessoas certas e a sua "voz interior" tem sido fundamental para o rapaz que trocou o curso de Engenharia de Redes e Sistemas Informáticos pelo de Teatro.

O facto de não ser norte-americano já fez com que começasse num patamar abaixo, mas confessa que o maior sacrifício que faz é não atuar em português. Para se ser genial tem de se fazer aquilo de que se gosta e, até ver, Hélder orgulha-se de praticar algumas técnicas cujos segredos só mais três pessoas no mundo conhecem.