Mãe argentina luta pela "morte digna" da filha de dois anos
18.08.2011 às 19h50
Uma professora argentina escreveu ao parlamento do país apelando ao debate sobre a eutanásia, no sentido de aprovar uma lei que permita à filha de dois anos, em estado vegetativo desde que nasceu, ter uma "morte digna"
Camila, atualmente com dois anos e três meses, terá sofrido sérios danos cerebrais à nascença por ter ficado durante algum tempo sem receber oxigénio. A mãe, Selva Herbón, de 37 anos, pede aos deputados que aprovem uma lei que permita "a morte digna" da menina, cuja situação descreve como "irrecuperável e irreversível".
Na carta, a mãe refere que quatro especialistas deram parecer favorável ao desligar dos aparelhos que mantêm Camila viva. No entanto, segundo Serva Herbón, nenhum médico arrisca fazê-lo, temendo ser acusado de homicídio, uma vez que ainda não está provada a morte cerebral da criança.
Numa entrevista à BBC Brasil, a professora disse ter certeza de que a "morte digna" é o melhor para a filha. "Camila não vê, não ouve, não chora, não sorri. Eu e meu marido não queremos que ela tenha uma vida mantida de modo artificial", disse.