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Lisboa (literalmente) vista do ar

Sociedade

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Crónica de uma jornalista no seu primeiro voo de helicóptero

Após a inauguração oficial do novo heliporto de Lisboa, num antigo descampado junto da Torre de Controlo de Navegação do Porto de Lisboa, em Algés, no dia 30 de Maio, entrámos no helicóptero da Helibravo.

A empresa foi fundada há 22 anos, é proprietária do heliporto e responsável pelos passeios turísticos agora lançados. Advertência prévia: a noite mal dormida, por causa do concerto dos Rolling Stones, "amaciou" o meu nervosismo de principiante e só potenciou a minha vontade de tirar os pés do chão. 

Ultrapassadas as rotinas de segurança e fechadas as portas, esperámos que as hélices (que vão girando com cada vez mais rapidez) nos façam subir. "Cinco minutos é muito tempo lá em cima", diz Francisco Sá Nogueira, um dos diretores da empresa que nos acompanhou durante os 15 minutos que durou o nosso voo. Ainda com os pés assentes na terra, explicou cada um dos passeios disponíveis: de uma simples "escapadela" ao Farol do Bugio (quatro ou cinco minutos) ao Cabo da Roca. "Já dá para namorar ou fechar negócios", comenta. "Também podemos ajustar a rota ao gosto do passageiro", afirma. "Como se esperou tanto tempo para ter isto em Lisboa?", questiona Francisco Sá Nogueira a uma altitude de cerca de 500 pés.

Através dos auscultadores, oiço a pergunta. Mas não tenho resposta. É grande o entusiasmo de ver - lá em baixo - a Torre de Belém, o Centro Cultural de Belém, o Museu da Eletricidade. E torna-se num vício que me acompanha durante todo o percurso. Um pouco depois de Belém: "A partir daqui, já é um bónus do piloto para vocês", diz Francisco Sá Nogueira, em relação à rota inicial que o piloto escolheu para a VISÃO Sete. Mais à frente, deparo-me com a Ponte 25 de Abril, mesmo em frente, nunca estive a esta distância e, ao mesmo tempo, penso que vou voar por cima dela (uau!). Depois, vejo o Terreiro do Paço e, mais à frente, perto de Santa Apolónia, damos a volta e regressamos sempre por cima do Tejo até ao ponto de partida. Mas não,  não ficamos em Algés, continuamos pelas praias da Linha, sobrevoamos Laveiras (adeus redação da VISÃO!), Oeiras até... Tires. Quando avisto as pistas de aterragem do Aeródromo Municipal de Cascais, sinto-me uma criança: quero mais!

As rotas

Descobrimentos (10 minutos) Torre de Belém, Mosteiro dos Jerónimos, Cristo Rei, Ponte 25 de Abril €85

Lisboa Imperial (15 minutos) Torre de Belém, Mosteiro dos Jerónimos, Cristo Rei, Ponte 25 de Abril, Baixa, Castelo de São Jorge €120

Estoril & Cascais (20 minutos) Oeiras, Carcavelos, Estoril e Baía de Cascais €165

Atlântico Sul (30 minutos) Praia da Costa da Caparica, Lagoa de Albufeira e Cabo Espichel €247.50

Atlântico Oeste (30 minutos) Oeiras, Carcavelos, Estoril, Baía de Cascais, Quinta da Marinha, Praias do Guincho, Cabo da Roca €247.50

Real (30 minutos) Torre de Belém, Mosteiro dos Jerónimos, Palácio de Queluz, Sintra, Monserrate e Palácio da Pena €247.50

Atlântico+Sintra (45 minutos) Oeiras, Carcavelos, Estoril, Baía de Cascais, Quinta da Marinha, Guincho, Cabo da Roca, Monserrate, Sintra, Palácio da Pena €375