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Judocas japonesas agredidas pelos treinadores

Sociedade

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Associated Press

Atletas olímpicas de judo do Japão foram agredidas com espadas de bambu e esbofeteadas pelos seus treinadores

Quinze judocas queixaram-se, no mês passado, junto do Comité Olímpico do Japão (JOC, na sigla inglesa), de terem sido sujeitas a castigos físicos pelo treinador da equipa principal.

O grupo, que inclui atletas que participaram nos Jogos Olímpicos de Londres, alega que o treinador Ryuji Sonoda abusou repetidamente delas, esbofeteando-as e agredindo-as com espadas de madeira, similares às usadas na arte marcial japonesa do kendo.

As atletas também apresentaram queixa pelo facto de algumas terem sido forçadas a competir mesmo estando feridas, referem as agências internacionais.

"Pedimos à Federação de Judo do Japão para investigar o caso e para melhorar os seus métodos caso as acusações sejam verdadeiras, indicou fonte do JOC.

O líder da Federação, Koshi Onozawa, afirmou que a Federação advertiu Sonoda e outros treinadores, que admitiram várias acusações.

"Recebemos a informação de que o senhor Sonoda, o treinador principal da equipa nacional feminina, poderá ter feito 'bullying'", afirmou Koshi Onozawa, numa conferência de imprensa em Tóquio, assegurando ainda que levou o assunto a sério e que questionou o técnico e as atletas descobrindo que grande parte das acusações são verdadeiras".

As atletas japonesas regressaram de Londres com uma medalha de ouro, uma de prata e uma de bronze na modalidade de judo, muito abaixo da prestação que tiveram em 2008, nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Esta não é a primeira vez que surgem relatos de violência ligada ao desporto no Japão.