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Imprima-se um fígado, já!

Sociedade

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O admirável mundo novo das impressoras 3D estende-se à biologia, tornando possível "manufaturar" pele, vasos sanguíneos ou fígados  

Imagine uma máquina em que, de um lado, entram células, e, do outro, sai um fígado novinho em folha, pronto a ser transplantado. Ficção, mas não muito. Depois de ter revolucionado os processos de produção da joalharia, da arquitetura, do design industrial ou do universo aeroespacial, a manufatura aditiva, ou, na sua designação mais glamorosa, a impressão 3D, começa a chegar à biologia. E, aqui, as possibilidades vão além dos limites da imaginação. 

Em linhas gerais, a impressão 3D é um método de fabrico baseado na sobreposição de sucessivas camadas de material, para construir um objeto tridimensional. Poupa matéria-prima e permite a exploração de formas complexas e elaboradas. Mas, quando se pensa nas suas aplicações às células, o assunto parece, mesmo, do outro mundo.  

CÉLULA A CÉLULA

A técnica já tem nome - bioimpressão - e a primeira máquina 3D entrou no mercado em 2009, pelas mãos da empresa californiana Organovo. Das parcerias estabelecidas entre aquela biotecnológica, universidades e institutos de investigação com largo trabalho na área da medicina regenerativa, resultaram pedaços de pele, tecido cardíaco ou vasos sanguíneos. E a empresa não esconde a ambição de imprimir um órgão inteiro, no espaço de uma geração. 

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