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Hospital de Viana rejeita negligência no caso do recém-nascido que ficou horas a sangrar do cordão umbilical

Sociedade

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A direção clínica da Unidade Local  de Saúde do Alto Minho (ULSAM) afirmou hoje não existirem "indícios de negligência" no caso, alvo de inquérito, do recém-nascido que esteve várias horas a sangrar do cordão umbilical. VEJA O VÍDEO

O caso ocorreu no hospital de Viana do Castelo a 16 de outubro e os  pais, residentes em Barcelos, afirmam que um "problema" na mola do cordão  umbilical colocada ao recém-nascido levou a que este estivesse cinco horas  a sangrar, passando depois vários dias nos cuidados intensivos daquela unidade.

O caso foi tornado público na edição de quinta-feira do JN e, em comunicado  enviado hoje à agência Lusa, a direção clínica da ULSAM sublinha que "apesar  de não haver indícios de negligência ou erro humano", foi entretanto aberto  "um processo de inquérito para esclarecimento cabal da situação". 

"A situação clínica do recém-nascido não teve a gravidade que a subjetividade  emocional dos pais transmite. O caso foi tratado atempadamente, de forma  conservadora, não sendo sequer necessário uma transfusão de sangue para  tratar o doente", diz ainda o comunicado. 

A direção clínica sustenta, por isso, que "não esteve nunca o recém-nascido  em risco de vida" e que face ao acidente o serviço hospitalar "respondeu  atempada e adequadamente à situação, garantindo a sua segurança", sublinhando  ainda que "a situação clínica evoluiu sem problemas". 

Além disso, afirma que "nunca estiveram em causa quaisquer falhas na  vigilância eletrónica dos doentes internados", tendo em conta que os pais  afirmam terem saído do hospital ainda com a pulseira eletrónica colocada  no recém-nascido. 

"Lamentamos a situação ocorrida e reafirmamos a nossa solidariedade  com o sofrimento que a situação possa ter provocado na família, mas não  deixamos também de lamentar a exposição mediática a que esta criança foi  sujeita, sem qualquer salvaguarda da sua privacidade", remata o comunicado.