Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Formas de manter o cérebro jovem

Sociedade

Não faltam técnicas e sugestões sobre como combater o envelhecimento do corpo e da pele, ou pelo menos tentar. Mas também é possível manter o cérebro jovem

O que é bom para o corpo reflete-se no cérebro, seja ter uma refeição equilibrada, fazer exercício físico ou dormir sete ou oito horas por noite. Mas existe um grande leque de atividades que também poderão ter um papel importante para o bem estar cerebral. 

1. Ter aulas de dança

Idosos que dançam três a quatro vezes por semana têm 75% menos probabilidade de demência, comparativamente aos que não dançam de todo, de acordo um estudo lançado em 2003 no New England Journal of Medicine. "Dançar é uma atividade complexa", explica Joe Verghese, autor do estudo e chefe de geriatria no Centro Médico Montefiore, em Nova Iorque. "A dança melhora o fluxo sanguíneo para o cérebro, o que demonstrou melhorar as conexões cerebrais e proporcionar desafios mentais", acrescenta.

2. Tocar um instrumento

Investigadores descobriram que tocar um instrumento durante 10 ou mais anos está correlacionado com uma melhor memória numa idade mais avançada, comparativamente com os que tocam música durante menos de 10 anos ou não tocam de todo. Outro estudo revela que até apenas ouvir música poderá ajudar a aumentar o poder cerebral. 



3. Aprender uma língua estrangeira

Ser bilingue poderá ajudar no atraso do início de demência. Um estudo publicado no jornal Neurology, em 2013, demonstrou que pessoas que falavam duas línguas desenvolveram demência, em média, quatro anos e meio mais tarde do que pessoas que apenas falam uma língua.

Outros estudos também provaram que pessoas que falam mais do que uma língua são melhores a prestar atenção e a realizar várias tarefas em simultâneo. Especialistas acrescentam ainda que quanto mais cedo se aprender, melhor, e que qualquer tipo de aprendizagem já ajuda.



4. Jogar jogos de tabuleiro e cartas

Jogar xadrez, bingo, damas, jogos de cartas e até Monopólio, poderá ajudar a manter o cérebro em forma, demonstrou um estudo francês de 2013, que aponta este efeito à construção de uma "reserva cognitiva". O risco de demência diminuiu em 15% e os efeitos mantiveram-se ao fim de 20 anos.  

5. Ler

Ler, em geral, é sempre benéfico para o cérebro. Mas, por vezes, ler menos e com maior atenção poderá ser ainda melhor. "O nosso cérebro não lida muito bem com muita informação. Quanto mais tentamos assimilar, mais ele se 'desliga,'" afirma Sandra Bond Chapman, diretora do Centro de Saúde Cerebral da Universidade de Texas, Dallas. "É preferível ler um ou dois artigos e refletir mais profundamente sobre eles do que ler 20", concluiu.

6. Mudar o tipo de letra

Sim, o tipo de letra utilizado quando num artigo ou num livro, influencia a compreensão e recolha de informação, comprovou um estudo realizado em Harvard. Supreendentemente, tipos de letras mais simples e percetíveis, como Arial ou Times New Roman, poderão tornar a compreensão mais complicada, enquanto algo menos 'legível', como Comic Sans, terá o efeito inverso.



Um estudo realizado numa escola secundária no Ohio provou que os estudantes que receberam folhetos com tipos de letra menos legíveis, tiveram melhores resultados nos testes do aqueles que tiveram acesso a materiais mais legíveis. A razão para este fenómeno prende-se no esforço extra que o cérebro faz para tentar compreender o tipo de letra, assimilando melhor a informação.



7. Realizar apenas uma tarefa de cada vez

Apesar de ser comum achar que quem consegue fazer muita coisa ao mesmo tempo tem um cérebro com melhor treino e mais forte, a verdade é diferente. Sandra Bond Chapman sublinha que "realizar muitas tarefas em simultâneo confunde o lobo frontal", que comanda a tomada de decisões, a resolução de problemas e outros aspetos de aprendizagem que são importantes para manter a saúde cerebral. Foi provado que fazer uma coisa de cada vez - não tudo ao mesmo tempo - fortifica o raciocínio, a habilidade de aprender, compreender e aplicar nova informação.



8. Escrever sobre o stress

Um estudo provou que estudantes universitários que escreveram acerca de experiências stressantes durante 20 minutos ao longo de três dias, melhoraram as suas memórias de trabalho e a sua média escolar. Por outro lado, os que escreveram acerca de situações normais, não viram nenhuma melhoria.

Adriel Boals, coautor do estudo, esclareceu que "escrever ajuda a vermo-nos livres de pensamentos instrusivos, aumentando a memória de trabalho."



9. Atividades manuais

Praticar atividades em que se utilizam as mãos, como tricotar, fazer crochet ou jardinagem, ajuda a aliviar o stress e a manter o cérebro mais jovem. m 2013 foi realizado um estudo com 3.500 pessoas que tricotavam e descobriu-se que existia uma correlação entre a frequência com que se tricotava e a função cognitiva: quanto mais tricotavam, melhor o seu cérebro.



10. Encontrar um propósito na vida

Pessoas que encontraram o seu propósito na vida têm taxas de depressão mais baixas e tendem a viver mais tempo. Estudos demonstraram que estes impatos positivos também influenciam o cérebro, provando que as pessoas que encontraram um forte propósito na sua vida tinham o dobro das hipóteses de não sofrer de Alzheimer.



11. Ser sociável

Passar bastante com amigos e famílias, especialmente quando se envelhece, poderá ser uma das melhores ajudas para não sofrer de demência. Um estudo realizado provou que pessoas que participam em atividades sociais com mais frequência e que se sentiam mais apoiadas socialmente tinham uma memória e um processamento mental melhor. Carey Gleason, neuropsicologista, confirmou este teoria, esclarecendo que "o compromisso social está ligado à agilidade mental."



12. Jogar um jogo de vídeo

Sim, jogar jogos de vídeo ajuda. E dependendo do que se joga, o efeito poderá ser mais eficaz.

Um estudo realizado na Universidade do Estado da Flórida, colocou um grupo de pessoas a jogar no Lumosity.com (um site de pagamento mensal que dispõe de jogos de treino mental) e outro a jogar Portal 2 (um jogo de puzzles e ação para computadores, PlayStation e Xbox). O resultado revelou que quem jogou Portal 2, teve melhores resultados na resolução de problemas, técnica espacial e testes de persistência. Um outro estudo provou também que jogar Tetris poderá aumentar a massa cinzenta do cérebro.



13. Usar o tempo de forma eficiente

Não demore uma hora a fazer algo que conseguia fazer em 10 minutos, nem dispenda 10 minutos numa tarefa que demora uma hora a ser realizada. "Decida de antemão quanta energia mental irá usar numa tarefa," aconselha Chapman. "Dar o máximo de energia a toda a hora diminui recursos. É preciso saber quando algo é para ser feito rápido ou lentamente."



14. Escrever à mão

Estudos demonstraram que estudantes aprendem melhor quando tiram notas à mão, pois obriga-os a processar a informação à medida que a escrevem.



15. Dormir a sesta

Um grupo de investigadores alemães viu melhorias na memória de pessoas que dormiam sextas de apenas seis minutos, apesar dos resultados serem melhores entre as pessoas que dormiam mais tempo.

Apnéia do sono e insónias também estão associadas a demência, por isso dormir sete a oito horas por noite poderá ajudar a viver mais tempo e de forma mais saudável.



16. Lavar os pratos

De acordo com um estudo, lavar os pratos, cozinhar, limpar, jogar cartas e até mover uma cadeira de rodas também contam como exercício físico e estão ligados a um risco reduzido de demência. No estudo, pessoas que realizavam menos atividade física total num dia tinham o dobro das hipóteses de desenvolver Alzheimer, comparativamente a pessoas que praticavam mais.



17. Auto-desafio

Quer seja atividade física ou mental, o desafio a si próprio "até ao limite" proporciona benefícios. Quanto maior o desafio e a necessidade de se 'auto-ultrapassar', maiores os benefícios cerebrais.