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Fogo na Serra do Caramulo atravessa zonas habitadas

Sociedade

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O incêndio que lavra na Serra do Caramulo, que reacendeu na quinta-feira, atravessou durante a noite várias zonas habitadas

"Já atravessou várias populações, grande parte dos meios dos bombeiros esteve na proteção das habitações, que são várias espalhadas por toda a serra", afirmou António Ribeiro, Comandante Distrital de Operações de Socorro de Viseu, em declarações à Lusa.

O comandante explicou que na Serra do Caramulo há uma grande dispersão de habitações, aldeias e pequenas aldeias e algumas casas isoladas.

"Houve várias situações, agora ao nascer do dia é que iremos avaliar povoação a povoação os danos que houve. Neste momento, no que toca às povoações está mais calmo, mas continuamos em defesa de algumas", disse.

Às 07:30 de hoje, o fogo, que teve início no Caramulo, tinha 3 frentes ativas e estava "desfavorável, com a cabeça de incêndio para poente, já no concelho de Águeda, outra frente virada a sul e a frente norte com menos intensidade".

De acordo com informação disponibilizada na página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), às 07:00 de hoje estavam envolvidos no combate a este fogo 415 operacionais, apoiados por 117 veículos.

O fogo lavra na Serra do Caramulo desde dia 21, tendo sido dado como dominado no domingo.

No combate a este incêndio já morreram dois bombeiros.

Uma bombeira de Alcabideche, Ana Rita Pereira, de 24 anos, morreu no dia 22. O bombeiro do Estoril Bernardo Figueiredo, de 23 anos, que estava no mesmo grupo de Ana Rita, ficou gravemente ferido no dia em que a colega morreu, tendo falecido cinco dias depois.