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Ex-mulher de Carrilho fala em 'espancamento'

Sociedade

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Em entrevista do Diário de Notícias desta quarta-feira, Joana Varela, de 60 anos, ex-mulher do antigo ministro da Cultura, descreve-o como uma pessoa "violenta por natureza" e relata que foi "espancada durante um dia inteiro"

A ex-mulher de Manuel Maria Carrilho não poupa nas palavras para o descrever: "uma pessoa violenta por natureza", "sem consciência", "com pouco sentido de dignidade". Em entrevista à edição desta quarta-feira do Diário de Notícias, Joana Varela recorda o primeiro episódio de violência, quando tinha 25 anos: "Fui espancada durante um dia inteiro e tive uma faca encostada ao pescoço (...) E deu-me imensos pontapés."

A ex-diretora da revista da "Colóquio Letras", que já se ofereceu para ser testemunha de Bárbara Guimarães, explica que esse episódio violento foi desencadeado pela confissão de uma traição, que Joana Varela cometeu depois de ter alegadamente descoberto que o antigo governante "tinha um caso".

Na altura com um filho de quatro anos, a ex-mulher de Carrilho não apresentou queixa ("Não raciocinei, tinha 25 anos, sabia lá que havia advogados") e optou por ficar em casa. "Mas aí o nosso casamento estava acabado", recorda, nas declarações ao DN, confessando que, a partir daí, "pus-lhe os palitos todas as vezes que me apeteceu".

Só no dia em que o ex-ministro a terá ameaçado com uma faca, depois de Joana Varela lhe ter anunciado que pretendia o divórcio, é que a esta decidiu sair de casa.

Contactado pelo jornal, Manuel Maria Carrilho "desmente categoricamente" todas as acusações e classifica a primeira mulher como "uma louca varrida, uma pessoa delirante", frisando que esteve várias vezes internada, inclusivamente num hospital psiquiátrico. 

Os internamentos são confirmados pela própria, que admite um diagnóstico de doença bipolar e uma depressão grave na sequência da perda do emprego na Gulbenkian.