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Estranhas formas de vida nas praias portuguesas

Sociedade

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Fizeram furor nas últimas semanas. Aparecem na água, ou por perto, associadas ao calor e incomodam. Muito. Eis as companhias mais indesejadas nas praias nacionais

Microalgas

O alerta começou em Carcavelos, no início de julho, e alastrou à Costa de Caparica. Depois de várias queixas de quem estava na praia, foi interditado o acesso ao mar. Pensou-se logo nas microalgas, organismos microscópicos com efeitos indesejados em especial o víbrio, que causa irritações na pele. Nada. Encontraram-se, sim, dinoflagelados, que também aparecem quando há subidas repentinas da temperatura da água do mar, mas, insistiram depois as autoridades de saúde, não em quantidade anormal. Além disso, não se conhece relação entre estas algas e problemas cutâneos. Os problemas, entretanto, desapareceram e foi levantada a proibição de banhos de mar. 

Mosquitos

Nos últimos dias, foram os mosquitos a assombrar as férias de quem está em Armação de Pera, no Algarve. Mas desta vez, há culpados, assumiu a Agência Portuguesa do Ambiente, em comunicado, ao explicar que, além da rotura de uma conduta doméstica, houve outras três descargas de águas. "Provocaram um aumento na Várzea de Alcantarilha, que tem pouca profundidade e está rodeada de vegetação", o caldo ideal para a proliferação de mosquitos, acrescentou a APA. Segundo as autoridades, não há, no entanto, razões de alarme para a saúde pública.

Medusas

O sinal foi dado logo em março, quando a polícia marítima detetou dezenas de exemplares de caravelas-portuguesas no areal, entre as praias dos Três Irmãos, Alvor e Praia da Rocha. Ainda não fizeram soar os alertas este verão, mas há alguns anos que os cientistas vêm a avisar para uma explosão de alforrecas, praga assumida no Mediterrâneo.

A pesca abusiva das espécies predadoras, o aumento da temperatura da água e a poluição são apontadas como as razões para o seu aumento.