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Ensaios clínicos em crise

Sociedade

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É uma das atividades com maior retorno para a Economia - 1,98 euros por cada euro investido, mais do que os serviços de saúde e quase tanto como o setor da construção. Mesmo assim, os ensaios clínicos declinam vertiginosamente em Portugal.

<#comment comment="[if gte mso 9]> Normal 0 21 false false false PT X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 Um estudo encomendado pela associação da indústria farmacêutica (APIFARMA) à consultora Price Waterhouse Coopers quantifica a dimensão dessa quebra em 26%, entre 2006 e 2012 - de 160 para 118 ensaios submetidos.

Ainda assim, segundo o relatório, apresentado esta terça-feira, 18, a indústria investiu 36 milhões de euros em ensaios clínicos atingiu, originando direta e indiretamente um Valor Acrescentado Bruto (VAB) equivalente a cerca de 72 milhões de euros. Os ensaios clínicos revelam-se assim como uma das aéreas de maior retorno do investimento.

A quebra do investimento é em grande medida justificada por uma série de obstáculos: falta de visão estratégica, enquadramento legal pouco eficiente e infraestruturas desadequadas.

A Apifarma sugere por isso que o governo crie um plano estratégico com medidas capazes de atrair ensaios clínicos e contemplem incentivos ao envolvimento de investigadores e outros profissionais.

Fundamental, seria a revisão da legislação de forma a reduzir o tempo entre a submissão do pedido do ensaio clínico e a o recrutamento dos participantes. Os tempos de espera pela aprovação de um pedido andam em torno dos 60 dias.

A concretização dessas e outras medidas poderia fazer duplicar, já em 2015, o valor gerado para a economia, até aos 143 milhões de euros, salienta o relatório, apresentado na conferência Investigação Clínica em Portugal - Desafios e Constrangimentos.

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