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Encerra a maior organização cristã que se dedicava a 'curar' a homossexualidade

Sociedade

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Alan Chambers, presidente da Exodus Internacional

Reprodução

Depois de 37 anos a "ajudar" os homossexuais a encaixar as suas crenças cristãs com a sua orientação sexual, a Exodus Internacional põe fim à sua atividade e apresenta um pedido de desculpas pela "dor", "dano" e "culpa" provocados nos que a procuraram

"Ouvi muitas histórias de pessoas que foram às igrejas da Exodus e ficaram mais traumatizadas.Ouvi histórias de vergonha, de confusão sexual, de falsas esperanças", escreveu esta semana o presidente da organização, Alan Chambers, no site da Exodus, com o títudo "Lamento".

Chambers reconhece que ele próprio tem inclinações homossexuais, apesar de estar casado com uma mulher. "Durante muitos anos omiti por conveniência a minha atração por pessoas do mesmo sexo. Tinha medo de admiti-lo com a facilidade com que o faço agora. Provocava-me muita vergonha e a escondia-a na esperança que passasse". 

Aos que procuraram a ajuda da Exodus (com sede dos EUA, mas filiais em todo o mundo), o presidente pede desculpas e declara-se muito arrependido.

A notícia foi recebida com agrado pelas organizações LGTB (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais).

Em sentido oposto 

Mas a semana não foi só de boas notícias para a comunidade gay. Enquanto a Exodus anuncia o encerramento, no Brasil, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei polémico que determina o fim da proibição, pelo Conselho Federal de Psicologia, de tratamentos que se propõem a reverter a homossexualidade.