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Debandada animal

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NFACTOS/ FERNANDO VELUDO

A primeira Maratona do Cão portuguesa, realizada no Parque da Cidade do Porto, foi uma verdadeira 'celebraCão' da amizade entre humanos e animais. Com direito a constante 'ladrar' de fundo. Os participantes de quatro patas foram dois mil. Donos, pelo menos, o dobro

MÁSCARA, CAOS E SILÊNCIO - É a primeira sensação e uma espécie de passaporte para uma nova realidade: o momento em que nos colocam a máscara de oxigénioe, na maca, entramos num mundo de caos e de silêncios, onde o medo se confunde com a esperança que nos colocam a máscara de oxigénioe, na maca, entramos num mundo de caos e de silêncios, onde o medo se
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MÁSCARA, CAOS E SILÊNCIO - É a primeira sensação e uma espécie de passaporte para uma nova realidade: o momento em que nos colocam a máscara de oxigénioe, na maca, entramos num mundo de caos e de silêncios, onde o medo se confunde com a esperança que nos colocam a máscara de oxigénioe, na maca, entramos num mundo de caos e de silêncios, onde o medo se

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MÁSCARA, CAOS E SILÊNCIO - É a primeira sensação e uma espécie de passaporte para uma nova realidade: o momento em que nos colocam a máscara de oxigénioe, na maca, entramos num mundo de caos e de silêncios, onde o medo se confunde com a esperança que nos colocam a máscara de oxigénioe, na maca, entramos num mundo de caos e de silêncios, onde o medo se

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Estrela Mendes é uma cadela de pelo preto, simpática como todos os labradores. O lenço vermelho do Continente (a marca organizadora da primeira Maratona do Cão) que traz ao pescoço realça-lhe a beleza. Vem acompanhada pelos donos: o casal Rita e Fernando, 42 e 47 anos, e a filha destes, Ana, de 18. A família tem o apelido da cadela: Mendes. Ou será o contrário?!... Mas hoje, no Parque da Cidade, a prioridade é dada aos animais.

Estrela Mendes foi poupada a passar uma boa meia hora na fila, onde os dois mil cães inscritos para participar ou na Caminhada ou na Corrida canina (as duas modalidades à escolha) podiam levantar o seu kit.

Os Mendes, donos, vieram de véspera levantar a oferta a que Estrela tinha direito com a inscrição (gratuita) no evento: além do lenço, o kit incluía garrafa de água e um prático engenho para os animais beberem; biscoitos; dispensador de sacos para recolher as necessidades. Os humanos acompanhantes também tinham presente: chapéu e t-shirt com o nome do evento bem estampado.

Nem todos os cães, contudo, podiam participar: para passar a "casa" da partida, instalada em plena Avenida da Boavista e ,depois, concluir os dois ou quatro quilómetros e meio de percurso (o passeio tinha uma distância mais curta) no interior do verde do Parque, era preciso que os animais tivessem boletim de vacinas em dia e chip.

Rita Mendes louva a iniciativa: "É bom para sensibilizar as pessoas. Há muita gente que tem animais, mas depois não vai com eles à rua. E os animais também têm direitos", recorda enquanto caminha a passo acelerado para chegar ao ponto de partida.

Estrela é uma cadela passeada, mas nunca se terá visto noutra... À volta dela tem centenas de cães. Muitos, além do lenço, têm também um festivo balão pendurado ao pescoço. Pedro Silva está junto a oito botijas de ar. Às dez e vinte da manhã garante já ter enchido mais de 1500 balões: "Pedem-me sempre dois: um é para a pessoa, outro para o cão". 

Dia de folga para a Meggie 

A Bekas veio da Maia, é uma cadela pequena de raça indefinida. Está calada, mas adivinha-se-lhe a vaidade na pose: sentada no muro do Parque com o seu balão vermelho uns bons centímetros acima da cabeça, observa atentamente o cenário em redor. A dona, Cristina Alves, uma professora de 39 anos, apanhou-a abandonada há dois anos. A participação na Maratona Canina é uma terapia para as duas, revela: "A Bekas precisa porque é medricas e faz-lhe bem socializar. Eu estou a tentar perder o medo que tenho de outros cães", confessa. E acrescenta: "Acho que é importante para todos, vai ajudar certamente a que as pessoas ganharem hábitos mais cívicos".

Perto dela, a Meggie dá nas vistas. Traz vestida a farda de trabalho: é uma labradora-bombeira na Corporação de São Pedro da Cova e ajuda o dono, o bombeiro Cláudio Pinto, 26 anos, em operações de busca e salvamento em água e escombros: "Trouxe-a porque para ela é bom conviver, não quero que se torne agressiva". Quando nos separamos, já Cláudio lhe está a tirar o colete. Afinal, hoje, é dia de folga para Meggie.

Com tantos participantes, o evento tinha de ter seguranças. Pedro Guimarães é um de muitos. Está junto à meta. A pergunta que se impõe: "É mais fácil trabalhar com cães ou com pessoas?" A resposta é imediata: "Com cães. São mais respeitadores do que muitas pessoas", ri-se. As 10 e 45 em ponto ouve-se o sinal sonoro que assinala a partida, o speaker que animou o início da manhã pode descansar. Mas só por uns momentos...

A Chilli, dois anos, vai na linha da frente da caminhada. A acompanhá-la, Maria Correia, 58 anos, garante que a cadela não estava nervosa antes do início da prova:  "Estava apenas expectante, a pensar 'o que se passa aqui?!". É uma beagle pura, conta a dona, babada, e está habituada a longos passeios. 

Chamem o veterinário!

Carlos Sousa vem no meio dos atletas de quatro patas em cima de uma bicicleta. É veterinário do Hospital Veterinário da Póvoa, que tem dois hospitais de campanha no Parque e 16 veterinários alerta. A conversa é interrompida subitamente. O Blady, um pit bull terrier de nove anos, que vinha a fazer a corrida (começou antes da caminhada, mas alguns atletas ainda se cruzam no percurso com os que vão apenas a ritmo de passeio) sentiu-se mal e é preciso dar-lhe assistência. Os primeiros socorros (água, na verdade) são feitos no local mas o animal, bem corpulento, é transportado para a tenda de campanha.

"Teve um golpe de calor", transmite a veterinária Sandra Araújo. Ficou em repouso e uma meia hora mais tarde, a temperatura já baixou dos 40,3 para os 39,1. O dono, o militar João Pedro Pina, 25 anos, fica feliz por ver o seu amigo ter alta: "Aos fins-de-semana costumamos correr juntos, não foi falta de preparação".

O Erik, um pastor belga de 9 anos, não teve problemas com o calor. Cortou a meta com pinta de campeão. A dona, visivelmente mais cansada do que o bicho, dá ainda assim a água que a organização distribui no final da corrida ao cão e só depois mata, ela própria, a sede: "Ele tem prioridade", diz Andreia Matos, 25 anos. Trabalha numa escola para cães, a Dog Center, onde o Erik treina três vezes por semana. Não admira, que tenha feito o percurso sem parar para fazer necessidades e sem se distrair com os companheiros de prova. O tempo que demorou não lhe permitiu, ainda assim, um lugar no pódio (o vencedor tinha um prémio de 500 euros em cartão Continente e ração canina): "O que importa é que passámos juntos a meta", diz a dona e quase juraríamos ter visto o cão anuir com a cabeça. 

Fazer amigos entre os racionais... 

A voz do animador de serviço volta a ouvir-se no palco montado perto da meta. Avisa os presentes das inúmeras actividades que acontecem durante o dia no recinto: demonstrações de obediência Freestyle e desportiva; demonstrações de cães polícia e militares; de busca e salvamento; de agilidade; de "flyball"...

Nas barraquinhas espalhadas na zona envolvente ao palco há de tudo um pouco: promovem-se cuidados de beleza; produtos alimentares de qualidade; desportos para fazer com os donos; aulas para os educar. E há várias Associações de Amigos de Animais representadas. Em algumas, é possível até adoptar um animal.

A Pata Vermelha, um projecto dedicado à angariação de fundos para tratamento de animais abandonados, tem uma mascote que não passa despercebida: a Lolita teve um problema de coluna que levou à amputação das patas traseiras. Consegue deslocar-se graças a uma espécie de cadeira de rodas para cães, feita à sua medida. Talvez para o ano haja uma modalidade especial em que ela, e outros animais portadores de deficiência, possam participar... Mas, mesmo longe das provas, a Lolita parece satisfeita. Fez certamente muitos amigos entre os 6000 animais (racionais e irracionais) presentes... 

LEIA NA VISÃO 7 PORTO E NORTE DA PRÓXIMA QUINTA, DIA 19, ACTIVIDADES QUE PODE FAZER COM O SEU AMIGO DE QUATRO PATAS