Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

D. Manuel Clemente defende que casos de abusos sexuais na Igreja devem "andar para a frente"

Sociedade

  • 333

O futuro patriarca de Lisboa diz que os casos de abusos sexuais envolvendo a Igreja devem ser alvo dos procedimentos previstos na "ordem civil". Um dos casos foi revelado pela VISÃO

D. Manuel Clemente, nomeado no sábado patriarca de Lisboa, defendeu hoje que os casos de abusos sexuais envolvendo a Igreja devem ser alvo dos procedimentos previstos na "ordem civil" e que os processos "devem andar para a frente".

"São casos que, se aparecerem, devem ser verificados e acompanhados. Para isso, estão previstos uma série de procedimentos quer dentro da igreja quer na ordem civil. E nós, como cidadãos e como pessoas da igreja temos de respeitar o que está previsto e andar com esses casos para a frente", sublinhou o ainda bispo do Porto.

Manuel Clemente, que falava em declarações aos jornalistas no fim da missa a que presidiu na Sé Catedral do Porto, recusou pronunciar-se sobre "casos concretos" e disse falar em "termos genéricos, mas envolvidos e comprometidos".

Recorde-se que a VISÃO revelou, na sua edição 1043, de 21 de fevereiro, o caso do bispo D. Carlos Azevedo, acusado de assédio sexual.

O novo líder da Igreja Católica portuguesa pediu aos políticos "solidariedade, pedagogia" e "muita clareza" com a sociedade, sob pena de todos ficarem "tão atordoados que desistem de perceber".

"O que me preocupa mais é o desfasamento entre a capacidade de resistência das pessoas e a falta de uma ligação entre as propostas que se fazem nacional e internacionalmente. Era bom que fossem, ao mesmo tempo, solidários e pedagógicos", afirmou Manuel Clemente, em declarações aos jornalistas no fim da missa a que presidiu, na Sé Catedral do Porto.

Para o ainda bispo do Porto, apesar da crise, "as pessoas mantêm uma grande responsabilidade para construir um futuro e os poderes devem responder com solidariedade, pedagogia e muita clareza", porque as mensagens são por vezes tão contraditórias que "ficamos todos atordoados e desistimos de perceber".