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Como uma fratura de tornozelo foi fatal para um alpinista espanhol

Sociedade

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Dhaulagiri

Reuters

Juanjo Garra, 49 anos, alpinista experiente, morreu na madrugada de segunda-feira, no topo do Dhaulagiri, o sétimo pico mais alto do mundo, com 8.167 metros, depois de passar três noites ao relento

A 8 mil metros de altitude, falta o oxigénio. No caso de Juan Garra, faltava ainda comida e água. O alpinista fraturou o tornozelo na última quinta-feira, quando começava a descida do  Dhaulagiri. "Estão tão bem como posso estar dadas as circunstâncias", tranquilizou, nessa altura, Juan Garra, segundo o El País, que conta o trágico episódio.

Sem poder deslocar-se, o alpinista sobreviveu três dias e três noites, sem abrigo e sem alimento, à perigosa altitude de 8 mil metros. Ainda viu chegar uma equipa que lhe administrou oxigénio e o hidratou e alimentou, mas acabou por morrer, na madrugada de segunda-feira.

O Dhaulagiri foi o se nono e último pico, depois do Broad Peak, Everest, Kangchenjunga, Lhotse, Cho Oyu, Manaslu, Gasherbrum II e Shisha Pangma.

Segundo um comunicado da família, Garra esteve acompanhado até ao último minuto por três elementos da equipa de resgate, que só conseguiu alcançá-lo na tarde de domingo. Depois de várias tentativas falhadas de um salvamento aéreo, o plano era levá-lo até ao campo 3, onde as condições meteorológicas seriam mais favoráveis para um helicóptero.