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Ciência por detrás da discussão das cores

Sociedade

Não, não vamos entrar na discussão sobre a cor do vestido de que se fala esta sexta-feira

A Internet divide-se diariamente a propósito dos mais variados (não) temas. Mas a discussão sobre a cor de um vestido chegou a um patamar pouco vulgar, com estrelas como Tailor Swift, Kim Kardashian ou Justin Bieber a comentarem a polémica. Ellen Degeneres sugere mesmo que, a partir de agora, o mundo vai ficar dividido entre as pessoas que vêem azul e preto e as que vêem branco e dourado. 

Para o caso de ainda não ter tropeçado no dito vestido esta sexta-feira, fica o resumo: Alguém publicou uma foto na plataforma de blogues Tumblr de um vestido, com o pedido de ajuda para resolver um impasse familiar: a peça é branca e dourada ou azul e preta? A Internet não se fez rogada e o tema é de tal forma viral esta sexta-feira, que uma pesquisa simplesmente por "vestido" no Google resulta numa lista de resultados encabeçada por notícias sobre a discussão.

A propósito, a foto é esta: 

Opiniões à parte, diz a ciência que a retina contém células denominadas foto-recetores. Estes convertem os raios de luz em sinais nervosos, que são depois processados pelas células nervosas no interior da retina, enviados ao cérebro e traduzidos como imagens.

Há dois tipos de foto-recetores: os bastonetes e os cones. Os primeiros são responsáveis pela visão periférica e noturna. Detetam a luminosidade e as sombras. Os cones são responsáveis pela visão diurna e perceção das cores. Escusado será dizer que os humanos têm uma maior concentração de cones do que de bastonetes. Dentro dos cones, há três tipos: um deteta comprimentos de onda de luz verde, outro vermelha e outro azul. Quando a luz atinge os nossos olhos, os recetores transformam estas cores em sinais elétricos enviados ao cérebro.

Ao vivo e (literalmente) a cores, o vestido é, claramente, preto e azul (e a marca já garantiu isso mesmo). Mas a luz na imagem está a baralhar os cérebros, fazendo com que a parte azul parece branca e a preta dourada.

Cedar Riener, professor numa escola de arte norte-americana, explicou ao BuzzFeed News que as diferenças na perceção da cor estão relacionadas com a forma como o nosso cérebro interpreta a quantidade de luz que atinge a nossa retina. 

Business Insider recorre à explicação do oftalmologista Andy Rexford, que concluiu que quem vê azul e preto signfica tem os seus cones da retina a funcionar melhor; Se, pelo contrário, vê branco e dourado, isso quer dizer que os olhos não reagem bem à luz fraca.