Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

Brasil indigna-se contra publicidade com menina de três anos em poses 'erotizadas'

Sociedade

  • 333

Uma marca brasileira que vende malas e sapatos lançou no sábado passado uma campanha em que uma criança de três anos surge em poses que uma avalanche de comentários no Facebook classifica como "erotizadas". A mãe da "modelo" não compreende a "tempestade num copo de água"

Chegue atrasado Por duas razões: Em primeiro lugar para evitar ter de fazer sala com aquela colega aborrecida com quem nunca trocou uma palavra e que é sempre a primeira a chegar; E em segundo, porque, assim, quando chegar, todos terão uma desculpa para interromper as conversas de circunstância: "Olha quem chegou!"
1 / 2

Chegue atrasado Por duas razões: Em primeiro lugar para evitar ter de fazer sala com aquela colega aborrecida com quem nunca trocou uma palavra e que é sempre a primeira a chegar; E em segundo, porque, assim, quando chegar, todos terão uma desculpa para interromper as conversas de circunstância: "Olha quem chegou!"

Nunca se ofereça para planear... e muito menos para limpar Os "homens a sério", garante a GQ, deixam os detalhes sujos para os outros, porque estão ocupados a ter ideias fantásticas
2 / 2

Nunca se ofereça para planear... e muito menos para limpar Os "homens a sério", garante a GQ, deixam os detalhes sujos para os outros, porque estão ocupados a ter ideias fantásticas

A empresa fala em "interpretação distorcida" do conteúdo da campanha, mas o organismo que regula a publicidade no Brasil aceitou as largas dezenas de queixas recebidas e abriu um processo contra a marca.

Em causa estão fotografias de uma menina de três anos, apenas em roupa interior e acessórios de senhora, em poses de modelo adulta.

Além das centenas de comentários negativos que as imagens receberam no Facebook, vários publicitários juntaram as suas vozes ao coro de críticas, evocando a legislação do setor, que diz que "crianças e adolescentes não deverão figurar como modelos publicitários em anúncios que promovam o consumo de quaisquer bens e serviços incompatíveis com a sua condição".

"É uma campanha extremamente de mau gosto e desrespeitosa em relação às crianças", condena Inês Vitorino, que lidera um grupo de investigação sobre a relação das crianças com os meios de comunicação, da Universidade Federal do Ceará. "A marca é para o consumo de adultos e coloca a criança extremamente erotizada, numa situação absolutamente desnecessária", sublinha. 

A mãe da menina já veio a público afirmar que tudo não passa de uma "tempestade num copo de água" e que não vê qualquer aspeto negativo na campanha.