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Analgésico veterinário potencialmente perigoso pode ter entrado na cadeia alimentar

Sociedade

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Seis das oito carcaças de cavalo analisadas que acusaram a presença de um analgésico e anti-inflamatório de uso veterinário, a Fenilbutazona, podem ter entrado na cadeia alimentar em França, nas últimas semanas

O organismo responsável pela segurança alimentar no Reino Unido, a FSA (Food Standards Agency), anunciou esta quinta-feira que das 206 carcaças de cavalos abatidos, oito deram positivo para a presença de "bute", o diminutivo por que é conhecido o medicamento, que pode ser prejudicial à saúde humana. Destes oito animais, seis podem ter entrado no mercado alimentar em França, segundo o britânico The Guardian. No entanto, até agora, todos os alimentos testados não acusaram a presença da substância.

A diretora-geral de saúde do Reino Unido, Dame Sally Davies, desvaloriza a descoberta, classificando como "improvável" que os níveis de "bute" detetados afetem a saúde de alguém, incluindo crianças ou mesmo fetos. Para a responsável, seria preciso ingerir mais de 500 hambúrgueres de carne de cavalo para estar exposto a uma dose perigosa.

O uso da Fenilbutazona não está autorizado para uso em cavalos destinados ao consumo humano, mas, segundo o The Guardian, foi detetada em 2 a 5% das amostradas testadas entre 2007 e 2011, período durante o qual foram realizadas apenas 50 análises no Reino Unido.