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Acusado de mais de 7 mil crimes de abuso sexual condenado a 19 anos de prisão

Sociedade

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O homem acusado de mais de 7.200 crimes de abuso sexual de crianças e de mais de 156 mil de pornografia de menores foi condenado pelo tribunal a 19 anos de prisão

A leitura do acórdão do caso do homem acusado de mais de 7.200 crimes  de abuso sexual de crianças, e de mais de 156 mil de pornografia de menores,  decorreu nas Varas Criminais de Lisboa, tendo sido dados como provados todos  os factos apresentados pela acusação. Além da pena de prisão, o tribunal determinou ainda o pagamento de 40 mil euros de indemnização às famílias das vítimas. 

O julgamento decorreu à porta fechada, por decisão do coletivo de juízes  presidido por Clarisse Gonçalves, tendo em conta o cariz sexual dos crimes.  A leitura do acórdão, no entanto, como determina a lei, foi à porta aberta.

Fonte judicial disse à Lusa que, nas alegações finais, o Ministério  Público (MP) pediu 22 anos de prisão, uma vez que, para o procurador, ficaram  provados todos os factos constantes na acusação. 

Na ocasião, a mesma fonte acrescentou que, pela primeira vez, o arguido  falou durante o julgamento, para assumir os crimes, mostrar arrependimento  e pedir desculpa às vítimas. 

O informático, de 53 anos, morador em Benfica, Lisboa, foi julgado pelos  crimes cometidos sobre seis menores: três rapazes e três raparigas. 

O presumível pedófilo estava acusado de 7.219 crimes de abuso sexual de  crianças agravado, de 156.025 crimes de pornografia de menores - gravados  em CD e em discos dos computadores -, e de 1.401 crimes de gravações e fotos  ilícitas. 

O homem é suspeito de, entre 2007 e 2011, ter praticado atos de natureza  sexual, relações sexuais e masturbação com menores, de idades entre os três  e os 12 anos.  O arguido terá filmado as relações sexuais, tendo no seu computador  centenas de imagens de natureza pornográfica envolvendo menores. É acusado  ainda de ter cedido estas imagens e filmes numa página na Internet, permitindo  o acesso a terceiros.