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Gulbenkian livra-se do petróleo

Sociedade

A Gulbenkian vendeu a petrolífera Partex por mais de 500 milhões de euros, alinhando-se "com a visão de futuro sustentável", diz a Fundação em comunicado. A partir de agora, deixa de ter interesses no setor que tornou Calouste Gulbenkian um dos homens mais ricos do mundo

A Fundação Calouste Gulbenkian vendeu, por €558 milhões, a Partex Holding B.V. à PTTEP, uma empresa tailandesa. A petrolífera, que representava 18% de todos os investimentos da entidade, fora fundada em 1985 e tinha mais de 40 projetos petrolíferos espalhados por 15 países. O acordo já havia sido firmado a 17 de junho, mas só hoje, segunda-feira, de manhã foram assinados os documentos finais.

Segundo o comunicado da Fundação, "este é um momento especialmente relevante uma vez que este desinvestimento na Partex, um ativo que representava cerca de 18% dos investimentos totais, permite alinhar a Fundação com a visão de futuro sustentável que partilha com outras grandes fundações internacionais." A Gulbenkian tem vários projetos associados à sustentabilidade e de combate às alterações climáticas.

Ao longo dos últimos meses de negociações, levantou-se a hipótese de a PTTEP pretender levar os escritórios para a Tailândia, mas o acordo inclui o compromisso de a empresa manter a sede em Lisboa durante pelo menos dois anos.

Há um lado simbólico nesta venda: a fortuna de Calouste Gulbenkian nasceu do petróleo. O pai, Sarkis Gulbenkian, foi um dos primeiros magnatas do ouro negro, ainda no século XIX, detendo campos de petróleo e exportando para vários países. O filho continuou o negócio do pai, fazendo-o crescer exponencialmente, ao ponto de se tornar um dos homens mais ricos do mundo. Com esta venda, a Gulbenkian fecha um ciclo.

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