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Cigarros eletrónicos são ainda piores do que se pensava, alertam especialistas

Sociedade

Sean Gallup/Getty Images

Radiografia de um jovem fumador de 24 anos mostra anomalias alarmantes nos pulmões. Radiologistas pedem mais estudos para avaliar o risco dos cigarros eletrónicos

Os cigarros eletrónicos parecem ser mais perigosos do que os radiologistas previam, de acordo com um estudo publicado na revista americana Radiology. A investigação baseia-se numa radiografia a um jovem de 24 anos que revelou danos graves nos pulmões. Uma semana antes do procedimento, o jovem tinha falta de ar, tosse, dor no peito e febre. A radiografia detetou gordura dos óleos dos cigarros nos pulmões e deixou os médicos alarmados. O doente tinha um historial de asma – o que torna a situação ainda mais perigosa – e fumava regularmente.

No estudo, os radiologistas dizem que as mortes relacionadas com cigarros eletrónicos são só “a ponta do iceberg”. Há muita pesquisa ainda a ser feita sobre o assunto. “Encorajamos a comunidade de imagiologia a produzir evidências científicas e conhecimento médico para ajudar a aprimorar a nossa compreensão coletiva dos efeitos do uso de cigarros eletrónicos nos pulmões e noutros órgãos”, lê-se no relatório.

Amostras de tecido sugeriram que o jovem sofria de pneumonia, que os médicos acreditam ter sido desencadeada pelo vapor dos cigarros eletrónicos. Na maioria dos casos, os sintomas começam com falta de ar e dor no peito, progredindo para tosse, vómito, fadiga, diarreia, febre e perda de peso. Os pacientes com casos mais graves mostram sinais de pneumonia e podem mesmo ser internados.

Suhny Abbara, editor da revista científica, diz que é crucial que os radiologistas tenham iniciativas para perceber melhor os sintomas da doença, facilitando o diagnóstico e a forma como os pacientes lidam com a situação. Alguns estudos apontam no sentido de os cigarros eletrónicos poderem causar danos semelhantes aos observados em fumadores de cigarros tradicionais.

Até à semana passada, foram relatados nos EUA 1 604 casos de lesão pulmonar associada a cigarros eletrónicos – e 34 resultaram em morte.

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