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Foi descoberto um planeta que "não devia existir"

Sociedade

(Arquivo)

Christophe LEHENAFF/ Getty Images

Astrónomos descobriram um planeta gigante que, segundo as teorias mais recentes, não devia existir

Uma equipa internacional de astrónomos encontrou um planeta semelhante a Júpiter que é extraordinariamente grande em comparação com a sua estrela anfitriã, contradizendo a teoria estabelecida sobre a formação dos planetas. A estrela, que se encontra a 284 biliões de quilómetros de distância, foi categorizada como estrela anã vermelha do tipo M (o tipo mais comum na nossa galáxia).

“É entusiasmante, porque perguntávamo-nos há muito tempo se planetas gigantes como Júpiter e Saturno se poderiam formar em torno de estrelas tão pequenas”, explicou o professor Peter Wheatley, que não participou nesta investigação, à BBC.

Os astrónomos fazem simulações em computador para perceber como os planetas se formam. Essas simulações prevêem que os planetas de pequena dimensão é que devem reunir-se em volta de pequenas estrelas anãs do tipo M.

Considera-se que o mais provável é que o planeta descoberto – denominado GJ3512b – se tenha formado repentinamente quando parte do disco entrou em colapso devido à sua própria gravidade. Esse colapso pode ocorrer quando o disco de gás e poeira tem mais de um décimo da massa da estrela-mãe. Sob essas condições, o efeito gravitacional da estrela torna-se insuficiente para manter o disco estável.

Devido a esta descoberta, publicada na Science, os astrónomos são agora levados a rever as suas teorias.

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