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O monstro de Loch Ness pode ser uma enguia gigante, sugere geneticista

Sociedade

ANDY BUCHANAN

Um novo estudo sobre o ADN presente no Lago Ness, na Escócia, “não descarta a possibilidade de enguias gigantes”, o que pode responder ao mistério secular da verdadeira identidade do "monstro"

Pedro Dias

Pedro Dias

Jornalista

Um grupo de cientistas neozelandeses afirma poder ter finalmente desvendado o mistério de haver ou não um “monstro” no Lago Ness. Para tal, retiraram mais de 250 amostras de água do lago e analisaram o ADN presente na mesma. Não descobriram vestígios de tubarões gigantes nem de animais pré-históricos, mas havia de facto um tipo de informação genética abundante na água - o de enguia.

De facto, este ADN era tão abundante nas amostras que levou os cientistas a concluir a possibilidade de existirem espécimes gigantes nas profundezas do lago - e que pode ter sido uma destas enguias que emergiu e deu origem ao mítico monstro de Loch Ness.

“As enguias são muito abundantes no Lago Ness, com ADN de enguia a ser encontrado em praticamente todas as zonas amostradas”, comentou o principal autor do estudo, Neil Gemmell, professor na Universidade de Otago, na Nova Zelândia. “Os nossos dados não revelam o seu tamanho, mas a grande quantidade de material genético diz-nos que não podemos descartar a possibilidade de lá existirem enguias gigantes”.

“Desta forma, não podemos descartar a possibilidade de que aquilo que as pessoas veem e acreditam ser o monstro de Loch Ness seja uma enguia gigante”, continua. “Vários mergulhadores relataram ter visto no lago enguias tão grossas quanto as suas pernas. Estivessem a exagerar ou não, existe a possibilidade de haver enguias muito grandes no lago.”

O geneticista concluiu que, apesar de não ser comum avistar enguias com 4 metros de comprimento (como alguns avistamentos descrevem o "monstro”), não é impossível que uma mutação genética desse tipo se tenha dado. No entanto, afirma ser necessária mais investigação para confirmar ou desmentir a teoria, mas que, baseando-se no seu estudo, “as enguias gigantes permanecem uma ideia plausível”.

Outras teorias acerca da identidade do monstro incluíam tubarões gigantes, focas, peixes-gato, esturjões, ou o (extinto há dezenas de milhões de anos) plesiosaurus. No entanto, todas estas possibilidades foram descartadas com as provas de ADN. A lenda do monstro de Loch Ness existe há cerca de 1 500 anos, com o seu primeiro registo a datar do ano de 565, no rio Ness.

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