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Como nasceu o ioga da raiva, uma modalidade anti-stress alternativa

Sociedade

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Respirar fundo, concentrar-se, manter o corpo numa posição que exige bastante dos músculos e, no fim do exercício, gritar o bom e velho “F*da-se!”, acompanhado de uma cerveja ou outra. Diz que é a terapia ideal para quem tem dificuldade em ficar fechado, em silêncio, numa sala com várias pessoas a fazer apenas “hmmmm”

Ioga significa unir, ligar, encontrar-se a si mesmo. Mas como o nosso “eu interior” não é apenas feito de paz e calma o tempo todo, e inclui também momentos de raiva e desejos de destruição, uma professora de ioga apostou que o melhor era deixar fluir toda aquela raiva através de exercícios para gritar e dizer palavrões.

Cada sessão custa 12 dólares canadianos – qualquer coisa como 8 euros; quem precisar de alugar tapete paga mais dois. A taxa já inclui uma cerveja, que pode ser bebida em qualquer momento da aula – e a banda sonora inclui a música típica das aulas de ioga, misturada com rock e até algumas canções de Parque Jurássico. Sempre que um exercício se revela mais difícil, os participantes são encorajados a dizer palavrões.

A ideia é da instrutura de alongamento e ioga Linday Istace, de 24 anos, e nasceu enquanto se tentava recuperar do fim de um namoro. “Estava muito magoada, irritada e confusa, quando me dei conta de que dizer palavões entre um exercício e outro era perfeito na sua prática diária de ioga”.

Os benefícios da ioga e da meditação já foram bem investigados, pois são atividades que ajudam a gerir o stress, melhorar a concentração e ainda apostar numa vida mais saudável. Já insultar e dizer palavrões, segundo teorias sobre o uso de linguagem pesada citadas pela autora da modalidade, pode ser uma forma de aumentar a tolerância à dor, ser mais persuasivo e ainda, sustenta Istace, criar uma sensação de solidariedade. Pelo menos terá sido o que aconteceu com ela.

“Passei dos gritos e dos insultos para o choro até que, finalmente, voltei a rir de mim própria”, relata, enquanto recorda que tudo começou com uma brincadeira, mas em pouco tempo já estava a dar aulas para executivos, ao fim do dia de trabalho. “Quando nos permitimos ter um espaço para dizermos o que realmente nos vai na alma é mais fácil levarmo-nos menos a sério e relativizar a gravidade dos problemas.”

O momento preferido de Lindsay, conta à BBC, é quando todos respiram profundamente e depois soltam o corpo a gritar o que lhes vier à cabeça. No fim, e em vez de “namaste”, todos gritam a tal palavra começada por F.

Ioga da Raiva: Descubra as diferenças


– O silêncio é trocado por gritos de raiva e de fúria. Sempre que lhe apetecer dizer um palavrão, ou algo do género, saiba que isso é bem-vindo;

– Depois, as mãos devem ser alongadas de uma forma criativa e isso quer dizer que pode envolver um dedo do meio esticado quando está a pensar em alguém (mais) especial:

– E ainda, são aulas com intervalo para dar tempo de beber uma cervejinha ou outra, enquanto se diz mal de alguém.

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