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Já saíram as primeiras críticas ao remake do Rei Leão e... não são boas

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O novo filme do Rei Leão só chega a Portugal na próxima quinta-feira, 18, mas lá fora já desiludiu vários críticos de cinema

O Rei Leão de Jon Favreau promete dar uma nova vida ao filme original de 1994, combinando tecnologia live action com a intemporalidade da história original. Contudo, apesar da qualidade dos efeitos visuais ter sido notada por todos, muitos dizem que o filme perdeu "emoção". As opiniões dividem-se, mas muitas pessoas sairam das salas de cinema desanimadas. No site Rotten Tomatoes, um agregador online de críticas de filmes e séries, o filme ainda só tem 58% (para termos de comparação, o Toy Story 4 já vai com 98%).

Scott Mendelson, critico da Forbes, admite que "os efeitos visuais são realmente impressionantes". No entanto, diz, "como muitas destas novas versões da Disney, o ênfase está no "realismo" em detrimento do valor do entretenimento". Segundo o crítico cinematográfico, "em quase todos os momentos, esta nova versão corta o melodrama e minimiza as emoções". "Parece ser como a versão de 1994, mas menos".

"O novo Rei Leão foi modernizado no sentido de ter mais artistas com vozes africanas e afrodescendentes, e John Kani traz uma voz leve e encantadora ao papel sacerdotal de Rafiki", considera Peter Bradshaw, no The Guardian. No entanto, apesar de admitir que o filme se "aproxima muito da versão original" e, nesse sentido, ser "agradável de ver", confessa que sentiu "falta da simplicidade e vivacidade das imagens originais desenhadas à mão".

Mas nem todas as críticas são negativas. Jamie East, do The Sun, ficou fã devido ao realismo "simplesmente alucinante", "nos pelos molhados, o calor cintilante que emerge do chão arenoso, ou mesmo a simples rocha", juntamente com um "nível de detalhe de loucos" e um elenco "exatamente no ponto". Segundo o jornalista, "o topo do pódio ficou reservado para Seth Rogen como Pumba e, o recém-chegado, Billy Eichner como Timon". No geral, afirma, foi "comovente, engraçado, aterrador e cativante", "um 'game-changer'".

Clarisse Loughrey também ficou satisfeita: "por muito que esta nova versão nunca consiga acompanhar o seu antecessor, nunca fica a sensação de que esteja a tentar. O Rei Leão usa a nostalgia como um trampolim para a experimentação, encontrando novas formas de contar histórias antigas, lembrando-nos o que faz com que estas histórias se sintam verdadeiramente intemporais", partilhou a crítica, no The Independent.

Apesar de ser pouco consensual, o filme deverá ser um sucesso nas bilheteiras. Só no primeiro fim de semana, estima-se que chegue aos 150 milhões de dólares( 133 milhões de euros).