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Está a ser testada uma vacina para o Alzheimer

Sociedade

Branimir76/Getty Images

Investigadores estão a desenvolver uma vacina capaz de combater os sintomas do Alzheimer. Segundo os especialistas, esta pode ser a "melhor hipótese que temos" para "acabar com os sintomas ou minimizá-los"

A maioria das vacinas prepara o nosso corpo para combater ameaças externas causadas por bactérias ou vírus que entram na corrente sanguínea, como é o caso do sarampo e da gripe. Contudo, existem outros tipos de vacinas, que preparam o nosso organismo para lidar com o mau funcionamento de partes internas do corpo que, de outra forma, ele ignoraria. É o caso da vacina a ser desenvolvida pela empresa United Neuroscience para combater o Alzheimer.

Embora ainda não se saiba muito sobre o Alzheimer, os cientistas acreditam que é causado por duas proteínas nocivas: beta-amilóide e tau. A vacina, a UB-311, pretende desencadear uma resposta de anticorpos, eliminando as proteínas em questão. No início deste ano, a United Neuroscience anunciou resultados muito positivos de uma análise clínica de 42 pacientes a quem a vacina foi administrada. "Fomos capazes de gerar alguns anticorpos em todos os pacientes, o que é incomum para as vacinas. Estamos a falar de uma taxa de resposta de quase 100%", explica Chang Yi, uma das fundadoras da empresa.

James Brown, diretor do Centro de Investigação para o Envelhecimento Saudável da Universidade Aston, em Birmingham, considera que o método pode ser a "melhor hipótese que temos" para "acabar com os sintomas ou minimizá-los".

"Temos uma visão a 50 anos - proteger as pessoas contra doenças crónicas e o envelhecimento crónico com vacinas tão eficazes como as vacinas contra doenças infecciosas", conta Lou Reese, outro dos investigadores do projeto. Segundo o mesmo, este pode ser o primeiro passo para a democratização da medicina.

Segundo a Alzheimer Portugal, o Alzheimer é o tipo mais comum de demência, constituindo cerca de 50% a 70% de todos os casos. A doença é responsável pela deterioração progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas, como a memória, a concentração e o pensamento.

Atualmente, a vacina contra Alzheimer ainda está em fase de teste, mas a United Neuroscience já adaptou a tecnologia utilizada para começar a trabalhar na criação de outra vacina, desta vez para combater o Parkinson.

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