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Plano Nacional das Artes: um artista residente nas escolas e outras medidas

Sociedade

O Plano Nacional das Artes (PNA) 2019-2024 foi apresentado pelo Ministério da Educação e da Cultura, na terça-feira, com o lema: “Para todos e com cada um”

A intenção é conjugar o Programa Rede de Bibliotecas Escolares, o Plano Nacional de Cinema, o Programa de Educação Estética e Artística, o Plano Nacional de Leitura 2017-2027, a Rede Portuguesa de Museus, entre outros, num só plano, a começar já no próximo ano letivo.

O PNA foi dividido em três eixos principais: “Política cultural”, “Capacitação”, “Educação e acesso”. Com esta abordagem pretende-se criar condições que promovam o compromisso cultural, investir na formação dos professores e educadores capacitados, e assegurar o acesso às artes, promovendo desse modo a participação de todos os cidadãos.

Entre as medidas do programa, destacam-se as seguintes:

- Criação de um ID Agrupamento-Cultura, ou seja, um documento de identificação que considera a identidade cultural, patrimonial e artística do território educativo, a partir dai, será possível definir propostas de ações para articular o projeto com as comunidades e território envolvente;

- O Plano Artista Residente que promove a deslocação e contacto regular do artista com a escola, de modo a introduzir processos e práticas artísticas no currículo;

- Assegurar a realização de pelo menos uma visita de estudo por período letivo;

- O Festival Bienal Plano Nacional das Artes, a acontecer já em 2020, para promover a iniciativa;

- Atribuição de prémios às obras e projetos, que melhores exponham a dimensão social e educativa das artes e do património, reflitam a missão do PNA, e promovam o acesso e a participação das comunidades;

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, disse em declarações à agência Lusa, que “com o Plano Nacional das Artes, as escolas vão ter um projeto cultural desenhado à sua medida e as artes terão um papel preponderante nos recursos pedagógicos disponíveis para a comunidade educativa”.

Imaginem o que é estar um artista como o VHILS dentro de uma escola durante um período a criar e durante esse tempo a transformar a vida daqueles alunos”, explicou a ministra aos jornalistas.

Também o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues destacou “como missão garantir que a arte existe porque existe escola e a escola existe porque existe arte”. “O perfil dos alunos determina que a sensibilidade estética e artística é uma competência essencial a desenvolver. O Plano Nacional das Artes será mais um recurso para que tal aconteça”, acrescentou.

O comissário Paulo Pires do Vale, numa entrevista anterior à Agência Lusa, a propósito do começo do projeto e das suas funções, sublinhou “a consciência democrática de fundo, que é a da igualdade de oportunidades no acesso à cultura", e agradeceu o “convite inesperado” da ministra da Cultura que aceitou com “um sentimento de honra e de alegria, e também de grande responsabilidade”.

"Vejo aqui uma forma de promover a educação para um tempo novo, que nos prepare para algo que ainda não existe, mas que será desafiante, e exige imaginação e criatividade", pretendemos "criar algo que possa mudar a forma como nos relacionamos com as artes", algo que "será benéfico para os cidadãos em geral, e para os criadores, pelo papel social que podem realizar", concluiu.

O comissário Pires de Vale conta com dois subcomissários – Sara Barriga Brighenti, coordenadora do Museu do Dinheiro, e o professor de música Nuno Humberto Pólvora Santos.

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