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Meio irmão de Kim Jong-un poderá ter trabalhado como informador da CIA

Sociedade

Kim Jong-un

Getty Images

Segundo uma fonte do Wall Street Journal, Kim Jong-nam, meio-irmão do líder norte-coreano terá sido informador da CIA e terá sido essa a razão pela qual foi assassinado em 2017

Segundo o Wall Street Journal, Kim Jong-nam, meio-irmão de Kim Jong-un, foi assassinado na Malásia em 2017 onde planeava encontrar-se com o seu contacto na CIA. Citando uma fonte “conhecedora do assunto", o jornal americano afirma que "havia uma ligação" entre a agência americana e o irmão do líder norte-coreano, apesar de os detalhes relativos à sua relação permanecerem desconhecidos.

A mesma publicação revela que as autoridades americanas acreditam que Kim Jong-nam esteve provavelmente em contacto com os serviços de segurança de vários países, incluindo a China, contudo, pensam que não contribuiu com informações especialmente relevantes, devido ao seu afastamento do núcleo familiar. "Vários ex-funcionários americanos disseram que o meio-irmão [de Kim Jon-un], que viveu fora da Coreia do Norte por muitos anos, não tinha nenhuma base de poder conhecida em Pyongyang, e provavelmente não seria capaz de fornecer detalhes sobre o funcionamento interno sigiloso do país", escreveu o jornal.

Tanto as autoridades sul-coreanas como americanas afirmam que a morte de Kim Jong-nam foi encomendada pelo governo norte-coreano como uma retaliação, devido a críticas à governação famíliar, acusações negadas por Pyongyang.

TOSHIFUMI KITAMURA/ Getty Images

A indonésia Siti Aisyah e a vietnamita Doan Thi Huonguas foram acusadas de assassinar Kim Jong-nam ao esfregarem VX líquido, uma arma química das mais mortais de sempre, na sua cara. A substância, banida desde 1993, terá começado por afetar o sistema nervoso, causando a sua morte em poucos minutos. O ataque ocorreu no aeroporto de Kuala Lumpur em fevereiro de 2017. Ambas as mulheres passaram cerca de dois anos presas e foram libertadas este ano, depois de o Ministério Público retirar as acusações.

Também Anna Fifield, chefe da delegação do Washington Post em Pequim, afirma no seu livro "The Great Successor" ("O Grande Sucessor") que King Jong-nam trabalhou como informador da CIA, encontrando-se habitualmente com os seus contactos em Singapura ou na Malásia. No livro revela ainda que as imagens de câmaras de segurança mostram Kim Jong-nam num elevador de um hotel na Malásia, com um individuo mais tarde identificado como um espião americano. Segundo a jornalista, o irmão do líder norte-coreano levava consigo uma mochila com 120 mil dólares (106 mil euros) que poderia tratar-se de um pagamento pelos serviços de espionagem.

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