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Pugilista que beijou jornalista tem de ter aconselhamento sobre assédio sexual antes de poder voltar ao ringue

Sociedade

GEOFF CADDICK/ Getty Images

A comissão que regula o boxe no estado da Califórnia decidiu esta semana por unanimidade que Kubrat Pulev, suspenso desde finais de março por ter beijado uma jornalista sem o seu consentimento, só pode voltar aos ringues depois de julho e com duas condições: pagar uma multa e frequentar um aconselhamento sobre assédio sexual

Foi no dia 24 de março, depois do confronto vitorioso com Bogdan Dinu, que o atleta búlgaro deu um inesperado beijo na boca a Jenny Sushe, a repórter que o entrevistava, com a jornalista do Las Vegas Sports Daily a acusá-lo de, no fim do direto, lhe ter apalpado o rabo antes de se afastar a rir.

Reprodução Twitter

Agora, a Comissão Atlética do Estado da Califórnia decidiu, por uma votação de 6-0, que Kubrat Pulev não poderá voltar a combater, pelo menos, até 22 de julho e que o seu regresso fica ainda dependente do pagamento de uma multa de 2500 dólares (cerca de 2200 euros) e da frequência de um programa de prevenção do assédio sexual aprovado previamente pelo organismo.

"A CSAC mostrou que não vai aceitar o menosprezo pelas mulheres na comunidade desportiva", fez saber o diretor executivo da comissão, Andy Foster, em comunicado, adiantando que, em julho, o pugilista será chamado "para demonstrar que consegue adaptar-se aos princípios do respeito".

Caso Pulev não cumpra as exigências, pode ver a sua licença suspensa até março de 2020 ou definitivamente caso volte a ter um "comportamento semelhante".

No Twitter, o atleta tinha dito que é amigo da jornalista, que ambos se riram do beijo e que Sushe ainda se juntou a ele e aos seus amigos na festa de comemoração da vitória que decorreu nessa noite. A repórter, por seu lado, garante que não são amigos, que só se tinham conhecido na véspera do combate e que foi à festa apenas por razões profissionais.

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