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O caso do americano que subornou um agente do Serviço de Imigração para deportar a própria mulher

Sociedade

Spencer Platt/ Getty Images

Um americano de Portland, no estado de Oregon, foi condenado a quatro meses de prisão após ter tentado, no ano passado, subornar várias vezes um agente do Serviço de Imigração para deportar a mulher e o enteado para o México

Pedro Dias

Pedro Dias

Jornalista

Antonio Burgos, de 48 anos, estava a meio de um processo de divórcio quando decidiu abordar um agente do Serviço de Emigração e Controlo Aduaneiro – ou ICE, na sigla inglesa – perto da fronteira entre Oregon e Washington. Ofereceu-lhe 3 mil dólares (cerca de 2700 euros) em troca da deportação da sua mulher e do enteado para El Salvador, no México, de onde eram naturais.

O agente em causa não aceitou o suborno e, em vez disso, reportou Burgos ao Office of Professional Responsibility (OPR), uma unidade do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que deu início a uma operação policial.

Com a ajuda do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, o OPR conseguiu gravar duas conversas em que Burgos oferece ao agente os 3 mil dólares. “A 31 de Maio de 2018 o agente fez uma chamada gravada para Burgos com a ajuda de uma equipa de investigação do OPR”, revela o Departamento de Justiça num comunicado. “Burgos propôs pagar ao agente 3 mil dólares para retirar a mulher dos EUA. A 5 de junho de 2018 o agente e a equipa fizeram uma segunda chamada gravada na qual Burgos voltou a oferecer pagamento ao agente pelo deporte da mulher”, relata a ABC News.

O agente combinou para o dia seguinte um ponto de encontro com Burgos, onde este subiu o valor do suborno para 4 mil dólares, cerca de 3400 euros. “Burgos encontrou-se com o agente num local predeterminado e ofereceu-se a pagar 4 mil dólares pela deportação da mulher e do seu filho de uma relação passada”, lê-se no comunicado.

Burgos foi preso a 29 de Junho e acusado de suborno a um agente de autoridade, crime do qual mais tarde se confessou culpado. Foi condenado na passada segunda-feira a quatro meses de prisão, seguidos de 3 anos de liberdade condicional.

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