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Sacerdotes e teólogos acusam Papa Francisco de ser herege em carta aberta

Sociedade

Franco Origlia/Getty Images

A carta de 20 páginas escrita por sacerdotes e teólogos acusa o papa de suavizar a sua posição em assuntos que, alegadamente, vão contra os mandamentos da igreja

Os 19 conservadores que participaram na redação da carta, que é mais um sinal da rutura entre os católicos mais conservadores e os atuais apoiantes do Papa Francisco, incentivam os bispos a criticar abertamente o Papa pelo seu comportamento de abertura, que consideram herege, e criaram uma petição a pedir a demissão do Papa.

A missiva refere-se a vários casos em que Francisco terá sido demasiado tolerante com cardeais e bispos que, segundo a carta, estavam a proteger abusadores sexuais ou até cometido crimes de natureza sexual.

Os subscritores também criticam o documento papal Amoris Laetitia, em que o Papa Francisco apelava a uma igreja mais inclusiva e menos disposta a julgamento dos seus 1,3 mil milhões de fiéis, nomeadamente dos divorciados ou de católicos que pretendem voltar a casar.

Os conservadores justificaram a carta “como um último recurso para responder aos danos causados pelas palavras e atos do Papa Francisco ao longo de diversos anos, dando abertura para uma das maiores crises na história da Igreja Católica" e dão exemplos, como a assinatura de um comunicado, em fevereiro, com um líder muçulmano, onde dizia que o pluralismo e a diversidade de religiões eram um "desejo de Deus".